Mais de uma década depois o grupo Contadores de Mentira revisita sua própria obra. Num misto de inquietação e auto-reflexão, em 2015, ano em que comemorou 20 anos de existência, o grupo repousou seu olhar no espetáculo "Coma-me", que estava guardado em seus relicários. Passados 14 anos, o grupo se lança na investigação da obra e a transporta para os dias atuais, mantendo sua estrutura base, mas garantindo, que como obra viva, se banhasse em novos mergulhos e reflexões.
O espetáculo é atração do Galpão Arthur Netto (avenida Fausta Duarte de Araújo, 23, centro de Mogi) neste sábado, às 20 horas. A entrada é gratuita, mas os ingressos devem ser retirados com uma hora de antecedência. Uma primeira sessão foi realizada nesta sexta-feira.
O grupo teatral suzanense trata temas de reflexão política e social. A relação opressor e oprimido é conduzida por metáforas em que o espectador é estimulado a ser também um criador da obra. Temas como a violência contra as mulheres, questões raciais e de poder são servidos sobre a mesa em um "banquete" oferecido pela figura mítica de Leviatã.
A direção e organização dramatúrgica são de Cleiton Pereira. No palco, Arnaldo dos Anjos, Daniele Santana, Kaique Costa, Math'eus Borges, Michael Meyson, Narany Mireya e Samuel Vital. Meyson responde pela direção musical e composição. A iluminação é de Borges e Vital, e os figurinos de Arnaldo dos Anjos. As apresentações fazem parte do edital de circulação de teatro do ProAC.