Um dos maiores cantores da música brasileira, Cauby Peixoto morreu na noite do último domingo, aos 85 anos, em São Paulo. Ele estava internado desde o dia 9 de maio no Hospital Sancta Maggiore, no Itaim Bibi, na zona sul de São Paulo. Segundo o fã clube do artista, ele morreu por volta da meia-noite de ontem. O hospital informou que o cantor teve um quadro de pneumonia. 
O corpo do cantor foi velado na Assembleia Legislativa, e sepultado no fim da tarde, no Cemitério Congonhas, na Zona Sul da capital.
Cauby Peixoto Barros nasceu em Niterói, na região metropolitana do Rio de Janeiro, em 10 fevereiro de 1931. Cresceu em uma família de artistas. Trabalhou no comércio até começar a participar de programas de calouros no fim da década de 1940, como a "Hora dos Comerciários", na Rádio Tupi. Gravou o primeiro disco pelo selo Carnaval, em 1951, com o samba "Saia Branca", de Geraldo Medeiros, e a marcha "Ai, Que Carestia!", de Victor Simon e Liz Monteiro. 
Um dos ídolos da chamada "era de ouro do rádio", Cauby teve a Rádio Nacional como um dos grandes momentos de sua trajetória. Na entrada e saída do Edifício A Noite, onde ficavam os auditórios e estúdios da rádio que projetou seu nome para todo o País na década de 1950, o cantor foi muitas vezes cercado por fãs, que recebiam presentes e até rasgavam parte de sua roupa na ânsia de ficar um pouco mais perto do astro.
Em 65 anos de carreira, teve grande sucesso com músicas como "Blue Gardenia", "Conceição", "Mil Mulheres", "Bastidores", "New York, New York" e "Nada Além". Cauby Peixoto estava em turnê pelo Brasil com a cantora e amiga de longa data Angela Maria.
Há três anos, ele se apresentou na noite do aniversário de Mogi das Cruzes, 1º de setembro, na Expo Mogi, emocionando cerca de 4 mil pessoas que foram ao Centro Municipal Integrado Deputado Maurício Nagib Najar, no Mogilar.