Acontece neste sábado, a partir das 10 horas, no Bosque do Jardim Nova Poá, a segunda edição da Feira Literária Itinerante Poaense (FLIPoá). O evento contará com sarau de poesia, oficina de fotografia, oficina para confecção de bonecos de dedo, entre outras atrações. A organização atualmente é formada pelo Partido-Movimento RAiZ Movimento Cidadanista, Associação Cultural Opereta, Grupo Esperança e Instituto de Formação Política Augusto Boal (Ifab), e é aberta para qualquer Organização Não Governamental (ONG) ou espaço que queira colaborar.
O Bosque, que sediará a FLIPoá, está localizado entre a avenida Adutora e a rua Sebastião de Almeida. Mais informações pela fan page FLIPoá ou pelo e-mail
[email protected]. A participação é gratuita.
Este ano o evento tem um viés mais literário/educacional para a população de Poá, porém, também é aberto a participação de pessoas de outras cidades do Alto Tietê. Segundo um dos organizadores, Magno Oliveira, membro do RAiZ e do Ifab, na primeira edição pessoas que residiam em Itaquaquecetuba também participaram, o que para ele é um grande avanço em relação ao alcance da arte.
Ele aponta como um dos principais objetivos da feira literária poaense o fomento do acesso à leitura. "Nós queremos auxiliar no processo de democratização do acesso à leitura, principalmente para a população mais carente. Além disso, também temos como objetivo trazer novos modelos de aprendizado, formação de caráter e personalidade", destaca Magno.
Muitas novidades estão previstas para esta nova edição, uma delas é a inauguração da Livroteca. Trata-se de uma geladeira que funcionará como uma biblioteca, contendo diversos livros que poderão ser retirados durante a feira. No decorrer deste sábado, um grafiteiro vai pintá-la como demonstração para os visitantes. "Além disso, teremos varal de poesias e brincadeiras para o público infantil com os Agentes do Brincar, que não participaram no ano passado" acrescenta.
A expectativa é que o evento alcance um número maior de pessoas que não têm um contato mais próximo com arte e cultura. "Será uma realidade diferente da feira anterior, que fizemos na Vila Sopreter, mais próxima da região central. Nova Poá fica em uma zona periférica da cidade, com muitas pessoas em vulnerabilidade social, e é este público que queremos atingir", ressalta Oliveira.
A divulgação da FLIPoá está sendo feita pelas redes sociais, como também nas ruas de Nova Poá e dos demais bairros mais próximos. Para os moradores da região estão sendo entregues panfletos que dão direito a troca por um livro na feira, gratuitamente. "É importante esse acesso para mostrar novas possibilidades de aprendizado. Assim, você está capacitando aquelas pessoas para serem melhores. É pouco, mas para quem não tem quase nada, já é algo", conclui. (*Estagiária sob a supervisão de editores)