A seleção brasileira de futebol para amputados voltou da Colômbia com o título inédito da 1ª Copa das Confederações, competição organizada pela Confederação Americana de Futebol de Amputados (Cafa). Um dos propósitos de levar a competição para a Colômbia foi dar oportunidade de difundir a modalidade em mais países, além do país vizinho apresentar uma boa demanda para a modalidade. Apenas três seleções participaram - a anfitriã Colômbia, Brasil e Argentina. A seleção de El Salvador também estava inscrita na competição, mas, de última hora, informou que não poderia comparecer. Com a ausência de El Salvador, a organização do campeonato mudou o sistema da competição para pontos corridos, onde todas as equipes se enfrentaram duas vezes. As partidas foram realizadas nas cidades de Samacá, Tunja e Sogamoso.
A seleção brasileira estreou contra a Argentina e, apesar do difícil confronto, conseguiu superar os "hermanos" pelo placar de 2 a 1. A segunda partida foi contra a dona da casa, Colômbia, e, apesar das péssimas condições do gramado, que dificultou a boa atuação das duas equipes, a seleção brasileira conseguiu vencer por 3 a 0.
Faltavam as partidas de volta, mas, desta vez, a Argentina foi superior e derrotou o Brasil por 3 a 0.
No quarto e último jogo, realizado na cidade de Sogamoso, o Brasil precisava de um bom resultado para não depender de resultado de terceiros, e não tomou conhecimento da Colômbia, vencendo por 8 a 0, garantindo assim, o inédito título da Copa das Confederações. A pontuação de Brasil e Argentina foram as mesmas, mas o Brasil venceu no saldo de gols. Além do título, Rogerinho, atacante do Corinthians/Mogi, foi o artilheiro da Copa das Confederações, com oito gols marcados.
Para disputar a 1ª Copa das Confederações, a seleção brasileira realizou neste ano três fases de treinamentos, testando jogadores de diversos lugares do País. A seleção de futebol para amputados apresenta bons resultados desde o ano passado e já foi tricampeã da Copa América, em 2009, 2013 e 2015.
Sem apoio
A delegação da seleção brasileira de futebol de amputados viajou para a Colômbia sem qualquer apoio do Comitê Paralímpico. Para que a equipe tenha mais tranquilidade nas próximas competições, a delegação busca novos parceiros, conforme explica o craque da seleção brasileira e presidente da Associação Brasileira de Deficientes Físicos (ABDF), Rogério Almeida, o Rogerinho. "Sabemos que no Brasil temos grandes jogadores de futebol e falta alguém apostar na nossa modalidade para desenvolver um trabalho mais profissional. Sempre fazemos um planejamento antes da competições, mas é comum neste meio tempo algo algum imprevisto aparecer. Por isso precisamos de mais apoio, para podermos nos concentrar mais nas questões dentro das quatro linhas e deixar essa questão de logística para nossos patrocinadores".
A equipe agradece a parceria com a Deka, empresa que sede o material esportivo e uniforme para todas as equipes de futebol de amputados espalhadas pelo País.