Mais uma vez o Mogi das Cruzes/Helbor "bateu no aro" ao enfrentar o Flamengo na semifinal do Novo Basquete Brasil (NBB). Assim como na temporada passada, a equipe mogiana foi valente e, desta vez, chegou a abrir nove pontos de vantagem contra os donos da casa e tetracampeão Flamengo, durante o jogo 5 da semifinal do NBB 8, em partda realizada ontem, no ginásio do Tijuca Tênis Clube, na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro, mas no final, prevaleceu a força do experiente time rubro negro, que virou o jogo e venceu por 79 a 75, garantindo vaga na grande final da maior competição do basquete nacional. O adversário dos flamenguistas será o Bauru.
A verdade é que a grande chance que o Mogi/Helbor teve para chegar à final aconteceu no jogo 4, em Mogi das Cruzes. O confronto estava 2 a 1 para o mogianos e bastava vencer em casa para fechar a série e chegar à inédita final do NBB. Mas, o Flamengo cresceu de produção no final do jogo, a exemplo do que aconteceu ontem, e venceu o jogo, forçando a decisão para o Rio de Janeiro.
O cestinha do confronto de ontem foi Olivinha, do Flamengo, com 22 pontos marcados. Pelo lado do Mogi/Helbor, Sahmell mais uma vez chamou a responsabilidade e foi o maior pontuador - 21.
O time do Mogi/Helbor foi comandado na noite de ontem por Alexandre Rios, já que o técnico Danilo Padovani foi desqualificado no último jogo no Ginásio Hugo Ramos, jogou com muita raça, mas não conseguiu bater o tetracampeão brasileiro. "Claro que a responsabilidade é muito grande, mas isso é ser técnico. Fizemos um primeiro e segundo período bons, trabalhando bem a bola e terceiro e quarto individualizamos mais, mas eles foram mais felizez", lamenta Alexandre Rios.
Para o capitão Guilherme Filipin, a sensação neste momento é péssima, mas o grupo é motivo de orgulho. "Nós sabíamos que tínhamos totais condições de ganhar, mas infelizmente não conseguimos a vitória. Hoje é frustrante mas caímos de pé e lutamos de igual para igual".