A Orquestra Sinfônica da Polícia Militar pertence ao Comando de Policiamento de Área Metropolitano 12 (CPAM 12), que tem sede em Mogi das Cruzes. O grupo musical faz sucesso por onde passa, em especial nas unidades de ensino, onde os estudantes têm a oportunidade de conhecer um trabalho diferenciado que os militares desenvolvem com o público estudantil.
Eles são responsáveis pelo projeto "Música na Escola". A iniciativa é incentivada pela coronel Monica Pulitti Dias Ferreira, a comandante do CPAM-12. Ela quem organiza as visitas e administra as apresentações, que devem ser agendadas previamente. A programação, aliás, é intensa, em 2016, o grupo se apresentou para 45 mil crianças. E, somente no primeiro semestre deste ano, já foram 35 mil expectadores mirins, o que indica que irá ultrapassar o recorde anterior.
A visita envolve as crianças, educadores e a comunidade escolar. Isso porque, além de uma seleção musical especial, os policiais militares apresentam os instrumentos, interagem com o público e compartilham o trabalho que desenvolvem por meio deste projeto. Regidos pelo maestro e primeiro sargento Miqueias, o grupo - que também se apresenta em solenidades oficiais, casas de repouso, asilos, entidades, dentre outros espaços e eventos - emociona a todos com o seu talento musical, a sensibilidade na escolha musical e o carisma com a plateia.
Segundo o policial militar, para cada apresentação há uma preparação, inclusive, com relação ao repertório. "Ele varia de acordo com a faixa etária e o ciclo de ensino. Trazemos músicas que eles conhecem para que possamos cantar juntos, e para que todos participem. Após as atrações, apresentamos os instrumentos e falamos um pouco sobre o projeto 'Música na Escola'", destaca.
Para os integrantes, que desenvolvem este trabalho paralelamente às suas atividades no comando e no policiamento regional, participar deste projeto é gratificante. O subtenente Carlucci diz que a sensaçao é diferente a cada apresentação. "São muitas as emoções a cada visita. Cada escola tem uma reação diferente, assim como o envolvimento, mas saímos satisfeitos, pois não há nada que pague ver o sorriso de uma criança que se mostra encantada com as nossas apresentações", finaliza.