Mogi - O fisioterapeuta Luiz Felipe Da Guarda completou ontem uma marca dentro do grupo MogiNews/DAT, com sua centésima participação como articulista. Em uma breve conversa, Da Guarda falou sobre sua jornada como colaborador do jornal, como profissional e sobre os desafios em quase oito anos de atuação.

O fisioterapeuta contou que recebeu o convite para atuar em parceria com o jornal em 2014, a convite do diretor do Grupo MogiNews, Sidney Moraes. "Conversando com ele, soube que teria um espaço quinzenal para falar de saúde. Pensei em fazer deste espaço um tema único. Decidi abranger o tema da saúde funcional, que conseguiria trabalhar com diversos artigos, sendo uma área bem ampla", contou.

Ao longo dos últimos quatro anos, Da Guarda reforçou sempre o trabalho por novos temas, abordando questões atuais e conceituais relacionadas à saúde e qualidade de vida, mas um dos episódios mais emblemáticos para ele foi o artigo de número 70, relacionado ao conceito da saúde funcional. "Sempre sou surpreendido com o retorno que trago em alguns assuntos abordados em outros textos, é muito gratificante sempre que posso ajudar uma pessoa a tirar dúvidas", disse.

Como fisioterapeuta, o articulista reforçou o impacto da pandemia de coronavírus (Covid-19) na saúde e na qualidade de vida, não apenas pelo vírus, mas pela mudança nos hábitos - incluindo o ambiente de trabalho, que em muitos casos foi do escritório para casa. "Vimos o impacto nas relações sociais e no psicológico de pessoas, principalmente nos jovens, que passaram a ter mais casos de síndrome do pânico e doenças psicoemocionais, além de problemas musculares e psicossomáticos. Outro ponto foi o aumento de doenças associadas à lesão por esforço repetitivo, devido à postura inadequada ou o ambiente de trabalho em casa", explicou.

No âmbito da saúde funcional, o maior desafio na visão de Luiz Felipe Da Guarda é, além do sedentarismo e da atividade física sem supervisão que, pode levar a lesões, a falta de informação sobre o trabalho dos especialistas em fisioterapia, que ganharam notoriedade depois da pandemia como integrantes da recuperação em casos graves.

"A busca de informação de forma incorreta na internet, com fontes sem credibilidade mas com muitos seguidores, pode levar as pessoas a ter uma noção incorreta de como um profissional nesta especialização atua. A saúde é complexa e tem individualidades, onde o bom profissional tem que trabalhar de acordo com o paciente, e não o contrário", explicou.