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Na última sessão de interrogatórios da Comissão Especial de Inquérito (CEI) instaurada na Câmara Municipal de Mogi das Cruzes para apurar possíveis atos de corrupção de vereadores em mandato, o restante do grupo de parlamentares denunciados pelo Ministério Público (MP) foi ouvido e se defendeu das acusações da Promotoria.
O grupo de trabalho no Legislativo interrogou na manhã de ontem os parlamentares Francisco Bezerra (PSB), Jean Lopes (PL) e Mauro Araújo (MDB), que fizeram críticas ao modo de condução da operação do MP, denominada Legis Easy, que culminou na prisão de cinco parlamentares e no mandato de prisão do sexto vereador.
Com isso, os seis parlamentares denunciados por suposta corrupção na Casa deram suas versões dos fatos e os integrantes da CEI já iniciaram a análise dos documentos para emitir o relatório final sobre o caso ainda neste mês.
Todos os parlamentares afirmaram que as transações financeiras entre eles se tratavam de empréstimos ou antecipação de cheques da empresa de Mauro Araújo e não compra de apoio parlamentar como denunciou o MP.
Para a elaboração do relatório, prometido até a metade deste mês, a CEI busca apoio jurídico da Câmara Municipal. O presidente do grupo, vereador Pedro Komura (PSDB), disse já ter entrado em contato com o setor solicitando auxílio para elaboração do documento que será encaminhado ao MP. "São muitos documentos, a gente já começou o processo de análise, mas precisamos de mais suporte técnico", disse o presidente. "A gente espera concluir o relatório e encaminhar ao Ministério Público até o dia 16 deste mês", adiantou.
A CEI que também é composta pelos parlamentares Clodoaldo de Moraes (PL) (relator) e Rodrigo Valverde (PT) (membro), decidiu começar os trabalhos com apuração sobre a lei de zoneamento da Vila Oliveira, que, segundo a Promotoria, teria a interferência de vereadores para atender interesse de empresários. O grupo interrogou o secretário de Planejamento e Urbanismo, Claudio de Faria Rodrigues, que disse não ter tido interferência de empresários no Plano Diretor.
O segundo ponto analisado pela comissão foi em relação à contratação da empresa para realizar controle de acesso no Serviço Municipal de Águas e Esgotos (Semae), também alvo de investigação do MP por conversas do vereador Mauro Araújo com a proprietária da empresa vencedora da licitação. O diretor do Semae, Glauco Silva, e representantes da empresa foram ouvidos e também rebateram as acusações.
Por fim, em paralelo com as oitivas dos vereadores, a CEI se debruçou sobre o contrato da Fundação ABC para gerir o Hospital Municipal, que, segundo a denúncia, beneficiaria o filho do vereador Chico Bezerra, Pablo Bezerra. A investigação aponta que a Fundação ABC teria contratado a instituição de Pablo para administrar um equipamento em Santos, em troca da gestão do Hospital Municipal de Braz Cubas. Tanto Pablo Bezerra quanto representantes da Fundação ABC alegaram ser inocentes.
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