Compartilhe
Os moradores da Vila Nova União continuam a encaminhar a documentação necessária para adquirir a certidão de Título de Posse de seus imóveis e se aproximam, a cada dia, de receber o tão esperado documento.
No final do ano passado, a Prefeitura de Mogi das Cruzes quitou os pagamentos referentes à aquisição da área, portanto, desde então, o município é o proprietário do núcleo, o que afasta em definitivo qualquer risco de despejo para as mais de mil famílias que lá moram.
Desde que foi anunciada a aquisição, associações que atuam no local se organizaram e iniciaram o encaminhamento da documentação necessária para a Coordenadoria de Habitação do município. Segundo a presidente da Comunidade Vila Nova União, Rosa Maria Cubas, moradores de algumas vias do bairro já estão com a documentação encaminhada, como os das ruas Joaquim de Melo Freire Junior, Armando Maritan e Nossa Senhora das Graças, dentre outras.
"São 44 anos dessa luta. O bairro está esperando muito receber o título de posse, será uma grande comemoração. Será também um divisor de águas para nós. Hoje é o nosso maior sonho, estamos muito felizes", afirmou a representante do bairro, Rosa Maria.
O prefeito Marcus Melo (PSDB) informou que o processo de regularização fundiária do bairro está avançado e, atualmente, é o processo do tipo mais próximo do êxito. "Estamos bem avançados para regularizar a situação das mais de mil famílias da Vila Nova União. Muito em breve teremos novidades para o bairro", comentou o prefeito Melo.
Além de prestar apoio às famílias na disputa judicial contra os antigos proprietários da área, a Prefeitura já realizou o cadastro socioeconômico na área, levantamento planialtimétrico cadastral, cadastramento fiscal e desenvolveu um projeto para a urbanização do núcleo, além de celebrar convênios com os entes públicos estaduais e federais, para a obtenção dos recursos necessários à urbanização e regularização fundiária da área.
As obras de urbanização foram entregues em 2012, enquanto o acordo judicial para a aquisição da área, no valor de R$ 2 milhões, foi selado em 2016.
"Acho que hoje o mais importante é o título de posse, mais do que qualquer equipamento ou ponto de lazer. A gente tem o desejo de ter uma Academia da Terceira Idade (ATI), alguma praça, mas isso pode esperar", explicou Rosa. "A gente tinha muito medo do despejo, era o que a gente mais queria. Estamos trabalhando por esse sonho", completou.
Cidade Legal
Todo o trabalho de regularização fundiária está sendo feito com apoio técnico do governo do Estado, por meio do programa Cidade Legal. A Coordenadoria de Habitação vai proceder com estudo fundiário (objeto e confrontantes), cadastro social das famílias, notificações a proprietários e confrontantes, certidão de regularização fundiária, registro de regularização fundiária e, por fim, a titulação das famílias.
Cidades
Assistência Social de Itaquaquecetuba inicia Operação Noites Frias
Cidades
Mogi lidera ranking de contratos ativos do Banco do Povo no Alto Tietê
Cidades
Poá terá programação religiosa, cultural e turística com tapetes na região central
Cidades
Vereadores aprovam sistema de alarme de emergência em unidades de saúde