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Ilhados. Foi assim que os moradores do bairro Vila Japão, em Itaquaquecetuba, amanheceram ontem, após o córrego Caputera transbordar durante a noite de anteontem. A reportagem do Dat esteve no bairro pela manhã, além de percorrer as demais cidades do Alto Tietê, verificando os pontos mais prejudicados com a chuva que atingiu a região nos últimos dois dias. Das cinco principais cidades, Itaquá foi a que apresentou os problemas mais graves.
Para sair das casas, diversos moradores precisaram enfrentar a água até os joelhos. A situação é tão recorrente no bairro que a preocupação com a segurança em relação à saúde é deixada de lado, ou seja, muitos acabam andando descalços pela água. "O bairro sempre alaga, mas agora é um descaso total. Não faz nem uma semana que a prefeitura veio aqui e cortou o matagal que estava no córrego e, com isso, alguns animais como capivara, gambá e cobra queriam entrar nas casas. Estamos totalmente abandonados, igual como da outra vez que alagou desse jeito, em fevereiro", contou a dona de casa Gabriela Grande, de 29 anos.
Outra moradora indignada com a situação é a dona de casa Marcia de Souza, 53. Pelo portão da casa ela assistia os vizinhos atravessarem a rua pela água suja do córrego que se espalhou pelo bairro. "É um descaso total, minha neta estava com febre e para a gente levar ela ao hospital foi terrível, já que é difícil para o carro entrar na rua", disse. De acordo com a Prefeitura de Itaquá, também houve pontos de alagamentos no Jardim Fiorello, Vila Maria Augusta e Vila Sônia.
Em Mogi das Cruzes, das 7 horas de anteontem às 7 de ontem foram registrados 92,1 milímetros de chuvas no ponto de medição do Departamento de Águas e Energia Elétrica (DAEE), na Ponte Grande. A Defesa Civil não registrou ocorrências, no entanto, as equipes estão monitorando pontos críticos como as regiões do Oropó e Jundiapeba. O telefone da Defesa Civil para emergências é o 199 e o da Central Integrada de Emergências Públicas (Ciemp) é o 153. A Defesa Civil de Suzano também não registrou ocorrências, mas acompanha as 42 áreas de risco existentes no município. O telefone do órgão é o 4748-5394.
De acordo com a Prefeitura de Poá, a Defesa Civil também não recebeu nenhum chamado, no entanto, nas últimas 24 horas choveu 108 milímetros e nas últimas 48 horas, 121 milímetros. Já em Ferraz de Vasconcelos, houve registro de apenas uma ocorrência. Na ocasião, a Defesa Civil foi chamada em uma residência, que apresentava rachaduras e estalos. O telefone do órgão na cidade é o 4676-1947 ou o telefone emergencial 95310-2217.
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