Como reforço para a segurança de alunos e professores das escolas estaduais, o governador João Doria (PSDB), os secretários da Educação de São Paulo, Rossieli Soares, e da Segurança Pública, general João Camilo Pires de Campos, anunciaram ontem no Palácio dos Bandeirantes um programa que, até setembro, trará às escolas o reforço de até 622 policiais por meio da Diária Especial por Jornada Extraordinária de Trabalho Policial Militar (Dejem).
O programa, no entanto, não agradou o Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeosp) de Mogi das Cruzes, que disse que "educação não combina com repressão e com polícia". "O problema da educação não vai ser resolvido com isso, só tende a piorar", destacou a coordenadora do sindicato, Inês Paz.
Ela ainda ressaltou que outras medidas, vinculadas diretamente à educação seriam mais efetivas no combate à violência dentro das escolas. "Ele (secretário de Educação do Estado de São Paulo) tem de investir atualizando e colocando os inspetores de alunos nas escolas, professor mediador, profissionais educacionais, investindo dinheiro em uma melhor divisão por salas de aula", avaliou Inês.
Com investimentos de R$ 26 milhões por ano, o programa Escola Mais Segura vai atender cerca de 200 unidades estaduais. "Foram escolhidas inicialmente 216 escolas prioritárias, tomando como base análises técnicas feitas pela Secretaria de Educação, Secretaria da Segurança Pública e a Fundação Seade para a definição das unidades mais vulneráveis", explicou o governador Doria.
Em uma das iniciativas, haverá reforço da Ronda Escolar de até 190 policiais militares por dia. Para esta ação, serão destinados R$ 8 milhões. Na segunda forma de atuação, duplas de policiais farão o patrulhamento a pé, no entorno das escolas. Cada dupla cuidará de até três unidades, com possibilidade de contratação de até 432 policiais e investimento de R$ 18 milhões. A adesão dos policiais é voluntária, e a alocação dos serviços será realizada com base nas necessidades das diferentes regiões e das escolas.
Até o fechamento da reportagem, a Secretaria de Educação do Estado ainda não havia divulgado a lista das unidades que seriam beneficiadas, o que impossibilita, neste primeiro momento, a precisão de quais escolas da região receberão o benefício.
* Texto supervisionado pelo editor.