O vice-prefeito de Biritiba Mirim, Walter Tajiri (PTB) foi empossado como prefeito pela câmara durante cerimônia realizada no Legislativo na tarde de anteontem. A posse aconteceu um dia após a confirmação do afastamento de Jarbas Ezequiel (PV), o professor Jarbas, acusado de improbidade administrativa.
De acordo com a Casa de Leis, todos os parlamentares estiveram presentes e assinaram o termo de posse. O vereador Reinaldo Junior (DEM) disse que a posse de quinta-feira foi tranquila, mas que, no entanto, quando Tajiri foi assumir o gabinete na prefeitura na manhã de ontem, encontrou as portas fechadas. "A procuradora-geral do município não se encontrava no local e todos os funcionários ligados ao Jarbas estavam presentes na prefeitura ainda", descreveu.
O parlamentar disse que acredita na melhoria da cidade com a mudança da chefia do Executivo. "Biritiba está andando para trás, com tanto escândalo e com contratos superfaturados. A cidade está com arrecadação baixa e não tem condições de arcar com os contratos milionários que foram feitos", avaliou. "Espero que o novo prefeito assuma e corte esses custos excessivos para que seja possível administrar, caso contrário, a prefeitura vai quebrar", acrescentou.
Entenda o caso
O prefeito de Biritiba Mirim, Jarbas Ezequiel, foi afastado de todas as funções do cargo pelo juiz Bruno Machado Miano, da Vara da Fazenda Pública de Mogi das Cruzes. Neste processo, o afastamento ocorreu por improbidade administrativa, após avaliação realizada pelo Ministério Público (MP), por meio de uma liminar.
De acordo com a apuração do MP, a contratação de uma empresa para a gestão do Pronto Atendimento de Saúde do município foi superfaturada em mais de 
R$ 5 milhões.
A situação de Ezequiel na denúncia oferecida à Justiça se agravou quando, segundo o MP, ele teria sido flagrado entregando maços de dinheiro para três parlamentares do município. Na visão da promotoria, as imagens "revelam, cristalinamente, o suborno por ele praticado, ao pagar quantia para três vereadores de Biritiba Mirim, a fim de que não fosse afastado, justamente pela Comissão Especial de Investigação (CEI) que acusa as irregularidades dos gastos na Saúde". O MP também afirmou que "quem determinou as instalações das câmeras de segurança no local foi o próprio prefeito".
Vale lembrar que os três vereadores citados no processo, Eduardo Melo (DEM), José Rodrigues Lares (PV), o Zé do Brejo, e Paulo Rogério dos Santos (PTB), o Paulinho da Júlio, que teriam recebido dinheiro das mãos do prefeito, voltaram aos cargos ontem, após decisão do Tribunal de Justiça. A câmara foi notificada da decisão também na tarde de quarta-feira. Os suplentes dos vereadores já deixaram a Casa de Leis de Biritiba.
* Texto supervisionado pelo editor.