A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo repassou R$ 1,8 milhão extra à Santa Casa de Mogi das Cruzes. O recurso visa auxiliar no custeio da entidade, e poderá ser empregado na compra de gêneros alimentícios, como dieta enteral e fórmula láctea, material hospitalar, material cirúrgico e contratação de prestadores de serviço. Além disso, contribui para que o gestor local realize a ampliação da UTI Neonatal e do setor de obstetrícia da Santa Casa, que é referência em gestação de alto risco para toda a região do Alto Tietê.
O projeto prevê dez novos leitos de UTI Neonatal e 17 leitos obstétricos a mais. O início da obra está previsto para o próximo ano. Quando for concluída, a unidade passará a ter 20 leitos de UTI Neonatal e 55 leitos obstétricos. Isso representa um aumento de 13% nos leitos de UTI Neonatal (atualmente, há 72) e 6% nos leitos de obstetrícia no Alto Tietê - no momento, há 291 leitos desse tipo na região.
Além de manter as seis unidades hospitalares e o AME Mogi no Alto Tietê, que totalizam custeio anual de R$ 772 milhões, em 2018, a Secretaria de Saúde do Estado auxilia continuamente outros serviços da região conveniados ao Sistema Único de Saúde (SUS), como a Santa Casa de Mogi. Somente em 2018, a entidade já recebeu
R$ 5,4 milhões de auxílio, e outros R$ 13,4 milhões serão repassados até o próximo ano. Entre 2014 e 2017, foram R$ 33,1 milhões.
Contabilizando todos os convênios firmados com serviços da região, de 2014 até o momento, foram repassados cerca de R$ 570 milhões e outros
R$ 103,4 milhões serão repassados até 2019.
Nova unidade
Mesmo com o recurso para a ampliação da UTI Neonatal da Santa Casa de Misericórdia de Mogi das Cruzes, a questão só terá uma sensível melhora quando a nova maternidade for construída. A Prefeitura de Mogi das Cruzes apresentou o projeto para a construção da nova unidade em fevereiro. O serviço vai funcionar na área do antigo Fórum de Braz Cubas. A estimativa é que a obra custe em torno de
R$ 35 milhões, incluindo os valores para equipar o prédio. Agora, a administração vai buscar junto aos governos Federal e Estadual os recursos necessários para construir o imóvel, além do custeio do espaço.
O prefeito Marcus Melo (PSDB) afirmou que a expectativa é de que as obras da Maternidade Municipal sejam iniciadas em 2019. A previsão é que a construção leve cerca de dois anos para ser concluída.