Com 9 mil estabelecimentos ativos, o comércio é um dos principais combustíveis para a economia de Mogi das Cruzes. Além de empregar cerca de 22 mil pessoas, o setor representa um polo essencial para o Alto Tietê. O comércio de eletrônicos é uma área que vem crescendo bastante. Além disso, todas as empresas da cidade têm que se adaptar às novidades tecnológicas, para manter seus clientes ativos.
Para o presidente da Associação Comercial de Mogi (ACMC), Marco Zatsuga, a recuperação do poder de compra da população e melhora da situação econômica do país são os principais desafios para o comércio continuar crescendo. Zatsuga ressaltou que o comércio é um dos principais pilares da economia mogiana, gera milhares vagas de trabalho, especialmente o primeiro emprego, além de atrair pessoas de outras cidades, o que movimenta a economia.
Com o fortalecimento e crescimento do comércio eletrônico, Zatsuga ressaltou que os lojistas estão se adaptando ao novo momento. "A concorrência é um fator inerente da atividade empresarial e bastante benéfica. E, como as relações comerciais estão sempre em constante mudança, é preciso acompanhar a evolução para não perder mercado. Existe um crescimento forte do comércio virtual e os lojistas não podem ignorar isso. Pelo contrário, precisam buscar ferramentas para conquistar também esses clientes", ressaltou. 
Segundo o presidente, a adaptação às novas tecnologias pode ser encontrada mais frequentemente em lojas recentes lideradas por empresários mais novos, mas os comércios tradicionais também segue essa trajetória. "A maioria dos estabelecimentos oferece facilidades para manter a sua freguesia, se ainda não com vendas diretas pela Internet, mas com propaganda para mídia eletrônica, atendimento personalizado, uso de aplicativos e tantas outras ferramentas disponíveis. O bom atendimento, seja presencial ou virtual, continua sendo o principal diferencial entre os concorrentes", reforçou.
Para Zatsuga, o grande desafio para o comércio é recuperar os níveis de vendas, que foram afetados pela crise econômica que culminou com o desemprego, redução do poder de compra, que gerou o fechamento de estabelecimentos. "Nos últimos meses, os indicadores apontam para uma melhora dos negócios, mas ainda muito longe do que se tinha em 2013/2014, por exemplo. Diante desse cenário, e ainda de muitas incertezas nos cenários econômico e político, tem sido fundamental a adoção de estratégias para manter os clientes, seja com facilidades no pagamento, oferta de produtos com preços diferenciados, promoções e outras", explicou.
O presidente espera que com o processo de recuperação econômica, os resultados para os próximos anos sejam melhores. "A tendência é de abertura de novos negócios fora da área central, principalmente com disponibilidade de estacionamento", avaliou.