Depois das eleições, a Câmara de Mogi das Cruzes criará uma Comissão Especial de Vereadores (CEV) para discutir o transporte municipal. Um dos assuntos estudados será a gratuidade para pessoas com a idade acima de 60 anos, além de propostas para melhorar o sistema dos ônibus, com a instalação de terminais em distritos do município.
O vereador Rodrigo Valverde (PT) destacou que a gratuidade para os idosos com idade a partir de 60 anos é um pedido antigo na cidade. Hoje, o benefício é concedido para as pessoas com mais de 65 anos. "Acho essa gratuidade plenamente possível. Falei com o vereador Protássio Nogueira, que já trabalha com esse assunto, e ele me informou que um dos contratos com as empresas de ônibus termina em maio do ano que vem e o outro em 2025. Temos que alterar a lei orgânica do município para conseguir reduzir essa idade mínima para o benefício", observou.
O vereador Protássio Nogueira (PSD) informou que já apresentou diversos trabalhos para a administração municipal para ampliar a gratuidade. "Encaminhei pedidos em 2013 e 2016 para a prefeitura. Vamos voltar a apresentar a indicação quando a administração municipal for iniciar o processo licitatório. Faremos a inserção na lei orgânica, mudando de 65 para 60 anos a gratuidade. O último levantamento apontou que existem 8 mil pessoas com idade entre 60 e 65 anos em Mogi. Se metade desse número andar de ônibus, alguém vai ter que pagar a conta, mas esse é um benefício. Sabemos que na região, apenas em Mogi a regra vale para acima de 65 anos", ressaltou.
Para o vereador Mauro Araújo (MDB), a questão da gratuidade é apenas um dos assuntos que devem ser discutidos pela CEV que será criada depois de outubro. "Temos vários pontos que precisam ser melhorados. Hoje, temos duas empresas responsáveis pelo transporte público na cidade. Será que não precisamos de mais uma? Na época dos contratos, eram 115 ônibus, atualmente, temos 230. É necessário discutir a criação de polos de integração, como um terminal rodoviário em Braz Cubas, além de corredores exclusivos para economizar combustível. Não podemos deixar que em 2019, com uma canetada, a concessão do transporte seja renovada por mais 15 anos. É uma concessão muito importante que precisa ser debatida de uma forma mais transparente", acrescentou.
Segundo o vereador Antonio Lino da Silva (PSD), o distrito do Taboão é um dos lugares mais penalizados pela insuficiência de ônibus, especialmente das empresas. "Por causa do transporte coletivo, as indústrias deixam de empregar no mínimo mil funcionários de Mogi. A maioria dos empregados é de Itaquá, Arujá, Santa Isabel e até Jacareí. Temos ônibus a cada uma hora, mas eles não conseguem suprir a demanda", esclareceu.