As cidades da região avançaram no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) de 2017, divulgado ontem pelo Ministério da Educação. O maior crescimento do resultados dos primeiros anos do ensino fundamental, do 1º ao 5º ano, foi registrado em Arujá. Entre 2015 e 2017, o índice saltou de 6 para 6,8, acima da média estadual que está em 6,6. O resultado era projetado para 2021.
Apenas Guararema manteve o índice anterior, já tendo alcançado 6,6, 0,1 ponto superior a meta. O destaque negativo foi Itaquaquecetuba que, embora tenha avançado 0,3 pontos, se aproximando da meta estabelecida para os próximos anos, de 5,8. O índice de 5,7 ainda é inferior ao restante do Alto Tietê, e da média 6 estipulada para o Brasil para 2021, seguindo o padrão dos países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).
Seguindo o índice paulista, Santa Isabel foi a segunda cidade da região com maior elevação no período. O desempenho da rede municipal de ensino era 6 e subiu para 6,6, apenas 0,1 ponto a menos do que o esperado para a cidade para os próximos três anos. Mogi das Cruzes teve um crescimento de 0,5 ponto e chegou ao mesmo índice de Arujá, acima do projetado para o município nos próximos anos. Em 2021, a meta de Mogi era de 6,6.
Com a mesma alta alcançada pelos mogianos, Poá fechou o período com 6,7. Um crescimento também de 0,5 pontos, também bastante próximo do esperado para os próximos anos. A meta da cidade para 2019 era de 6,5, e para os dois anos seguintes, 6,8.
Embora abaixo da média estadual, Suzano e Biritiba Mirim apresentaram uma alta de 0,4 pontos no índice. Na primeira cidade, o número passou de 5,9 para 6,3, e na segunda, a elevação foi de 5,9 para 6,1.
Criado em 2007, o indicador avalia o cumprimento das metas estabelecidas para ser alcançadas a cada dois anos, do ensino fundamental ao médio. A base são os resultados obtidos no Sistema Nacional de Avaliação da Educação Básica (Saeb), divulgado na semana passada. O ensino médio foi apontado como a etapa mais preocupante. No Estado de São Paulo, por exemplo, o índice de 2017 ficou em 4,2, longe da meta de 5 pontos.