Para atrair mais compradores e facilitar os pagamentos, a Prefeitura de Mogi das Cruzes estuda alterar a legislação que regulamenta os leilões no município. A ideia é aumentar o número de parcelas dos acordos para viabilizar o aumento do número de interessados nos processos. Em abril, a administração municipal colocou à venda 12 terrenos na Vila Rei, no entanto, não obteve nenhuma oferta pelas áreas.
Questionada sobre a venda dos terrenos da Vila Rei, a Secretaria de Gestão informou que no momento está sendo preparada uma mudança na legislação que trata dos leilões no município. "Atualmente, o pagamento deve ser feito da seguinte forma: 50% do valor no ato, 25% depois de 30 dias e 25% na escritura. Pela proposta, será possível o pagamento em 10 parcelas, com a escritura sendo lavrada após o último pagamento".
Ainda de acordo com a pasta, a proposta de lei está sendo preparada para envio à Câmara. No entanto, não foi divulgado um prazo para que o projeto seja remetido. O objetivo da administração municipal é que com a mudança na legislação, quando o processo de leilão das 12 áreas for reaberto, haja mais pessoas interessadas em comprá-los.
Na época do leilão, cada lote da Vila Rei foi colocado à venda pelo valor mínimo de R$ 79.942,27. Os terrenos ficam localizadas nas ruas Rosa Lins de Albuquerque Rodrigues e Fábio Viana. Com o processo, a administração municipal esperava obter pelo menos R$ 960 mil. Cada terreno tem 157 metros quadrados. A maior parte das áreas, oito no total, estão localizadas na rua Fábio Viana. O restante está concentrada na rua Rosa Lins de Albuquerque Rodrigues.
O projeto para o leilão das áreas havia sido encaminhado em agosto do ano passado pela Prefeitura para a Câmara, tendo sido aprovado em dezembro pelos vereadores. No entanto, esta não foi a primeira tentativa que a administração municipal fez para vender os lotes. Em 2016, ainda na gestão passada, o município pretendia alienar não apenas os terrenos da Vila Rei como outros seis na Vila Brasileira.
Os valores dos imóveis variavam entre R$ 25,6 mil e R$ 225,1 mil. A proposta chegou a ser encaminhada ao Legislativo, no entanto, logo depois a Prefeitura retirou o projeto.