As redes sociais já estabeleceram seu espaço na vida dos cidadãos e, com isso, as influências desse meio de comunicação refletem na sociedade. Desde as eleições nos Estados Unidos, e a repercussão das fake news, noticias falsas em português, para eleger o republicano Donald Trump e das últimas eleições no Brasil, as redes sociais vem se tornando cada vez mais importante e, as notícias falsas, mais preocupantes.
Embora a presença das redes sociais na campanha eleitoral, que iniciou na última quinta-feira, seja inevitável, como afirmou o professor da Universidade de Mogi das Cruzes (UMC) e idealizador do curso de pós-graduação em Marketing Digital, Fábio Inoue, o sociólogo Afonso Pola acredita que não tem como prever o tamanho do impacto da interação digital nas urnas. "Ao mesmo tempo em que temos muita gente conectada, muitos também não têm acesso e não acompanham. É uma incógnita medir o impacto das redes sociais no resultado. Vai ter importância, mas sem precisão", explicou o sociólogo. Vale lembrar que no Estado de São Paulo, mais de 30 mil pessoas de 10 anos ou mais utilizam a Internet, o equivalente a 0,06% da população apenas, de acordo com o último censo da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad).
Por sua vez, o professor Inoue reforçou a inevitabilidade da presença das redes sociais na campanha eleitoral. "Como a campanha eleitoral é curta - de apenas 49 dias - o foco está na divulgação mais rápida, para tentar cativar o maior número de eleitores". O professor Inoue acrescentou que a interação instantânea entre candidato-eleitor é um diferencial do uso das redes sociais na campanha eleitoral..
Já o sociólogo acredita que a Internet deverá monitorar o impacto da campanhas nos meios de comunicação de massa. "As candidaturas que trabalharem nos meios de comunicação terão as redes como base de repercussão do rádio e TV. Todo o material desses meios será usado nas redes sociais", classificou. 
No entanto, pelo fato do ambiente digital ser um prato apetitoso e cheio de possibilidades de votos para os candidatos, os eleitores devem tomar cuidado com notícias falsas presentes na Internet. Afonso Pola avaliou que as fake news também marcam presença durante a campanha eleitoral. "Não dá para prever o tamanho do impacto, mas em função do exemplo da campanha eleitoral nos Estados Unidos, os administradores das redes sociais serão mais cuidadosos e vão agir com mais rapidez", assinalou.
Fábio Inoue ainda complementa que nos últimos dias da campanha eleitoral o candidato entra no "vale tudo" e se coloca em risco de perder votos. "Se o candidato tentar tirar proveito de boatos no final da campanha, além de ser muito perigoso para sua candidatura ele poderá estar reforçando as fake news. As chances dos internautas descobrirem é grande. É um tiro no pé", ponderou.
(*Texto supervisionado pelo editor)