O Serviço Municipal de Águas e Esgotos (Semae) de Mogi das Cruzes iniciou a instalação de hidrômetros de polímero plástico nas ligações de água da cidade. Além de mais precisos na medição do consumo, a iniciativa previne furtos, porque o plástico não tem valor comercial - equipamentos com corpo metálico geram prejuízos às companhias de saneamento e seus clientes quando furtados para serem vendidos a ferros-velhos. Ao evitar furtos, previne-se também vazamentos de água, que inevitavelmente ocorrem com a subtração do medidor. Furtar hidrômetro é crime, com penas previstas em lei.
Os novos aparelhos estão sendo instalados de forma gradativa nas novas ligações ou na substituição de medidores antigos. Atualmente, mais de 97% dos hidrômetros do Semae têm de 0 a 5 anos, que é a faixa de tempo recomendada para garantir a eficiência do medidor.
"A medida, que já é empregada por outras companhias de água e esgoto, tem se mostrado eficiente. Embora em Mogi não tenhamos muitos casos de furto, entendemos que é importante prevenir essas ocorrências", afirma o diretor do Departamento Comercial do Semae, Robson dos Santos.
De abril a julho, foram registrados 36 furtos de hidrômetros em Mogi. O prejuízo financeiro não é somente pela necessidade de repor o medidor, mas também por provocar danos aos cavaletes e vazamento de água. Além da prevenção de furtos, a autarquia também atua para evitar fraudes nos hidrômetros, com o uso de caixas de proteção em locais onde há indícios de adulterações nos equipamentos.