Vinte e quatro pedestres perderam a vida em acidentes de trânsito no primeiro semestre nas cidades de Itaquaquecetuba, Ferraz de Vasconcelos e Mogi das Cruzes. O número é 71% maior do que o registrado no mesmo período do ano passado, quando os três municípios acumularam 14 mortes violentas de pessoas que caminhavam nas vias. Hoje é comemorado o Dia Internacional do Pedestre.
De acordo com os dados do Sistema de Informações Gerenciais de Acidentes de Trânsito do Estado de São Paulo (Infosiga), iniciativa do Movimento Paulista de Segurança no Trânsito, programa do governo estadual, os meses de janeiro e junho foram os mais violentos para os pedestres de Itaquá, Ferraz e Mogi. Cada período registrou oito mortes.
Em Mogi, 14 pedestres morreram de janeiro a junho deste ano. Itaquá aparece em seguida com oito mortes e Ferraz de Vasconcelos com duas. Já nos primeiros seis meses do ano passado, Mogi contabilizou sete mortes violentas, enquanto em Itaquá foram seis e Ferraz uma.
Segundo o levantamento do Infosiga, a maior parte dos acidentes registrados nos dois períodos, ocorreu em vias municipais. Em 55% dos casos, as mortes foram dentro da cidade. Em outros 38% foram em rodovias.
O Código de Trânsito Brasileiro (CTB), estabelece desde 1997 multa aos pedestres que descumprirem a legislação. No entanto, por falta de regulamentação, as autuações não eram aplicadas. Já em outubro de 2017, o Departamento Nacional de Trânsito (Denatran) publicou uma resolução que definiu as regras de multas para pedestres e ciclistas que andarem fora das áreas permitidas.
Inicialmente, a aplicação das multas estava prevista para começar a partir de abril deste ano, mas o Conselho Nacional de Trânsito (Contran) adiou a medida para 1º de março de 2019. Pelas regras, poderão ser multados os pedestres que ficarem no meio da rua, atravessarem fora de faixa, passarela ou passagem subterrânea. A autuação será de R$ 44,19, o equivalente a metade do valor de uma infração leve atualmente.
O município de Suzano registrou duas mortes de pedestres neste ano, sendo uma em abril e outra em junho. No ano passado, foram sete, das quais, duas em fevereiro, duas em abril, uma em maio e duas em junho.