Mais de 80 pessoas se reuniram na manhã de ontem, no CovemPatteo Mogilar, para discutir e promover a conscientização sobre a importância do aleitamento materno. O encontro foi realizado na quarta edição da "Hora do Mamaço", em Mogi das Cruzes. A ação faz parte da Semana Mundial de Amamentação, que é comemorada de 1º a 7 de agosto.
O evento foi gratuito e debateu o tema "Amamentação é a Base da Vida", definido pela Aliança Mundial para Ação em Amamentação (Waba), uma rede global que trabalha em prol da proteção, promoção e apoio ao aleitamento materno em todo o mundo.
A "Hora do Mamaço" contou com uma programação voltada para as crianças, com contação de histórias e diversas brincadeiras no espaço. As mães presentes puderam tirar dúvidas durante a roda de conversa sobre a amamentação com profissionais da área. A ação, organizada pelas doula e educadora perinatal Karla Cavalcanti e pela consultora de amamentação Fabiana Guerra, foi finalizada com sorteio de vários brindes.
Karla explicou a importância de se falar sobre a amamentação com os filhos. "A ação essa semana tem como base informar as crianças, preparar essa nova geração, conscientizando sobre a importância do aleitamento materno. Além disso, é importante orientar em relação a nutrição e a sustentabilidade", explicou.
A professora Fabiana Alves, 36, é mãe de primeira viagem e ressaltou o valor do leite natural nos primeiros anos de vida da criança. "Hoje, a indústria quer muito tirar essa lado natural de amamentar para impor outros métodos de alimentação para o bebê", frisou.
A Luanda Sammartino, 36, é apoiadora do evento e acredita que a melhor maneira de conscientizar uma sociedade é orientando as crianças. "Se a gente cultivar desde pequenos, eles vão crescer e aflorar essa conscientização sobre a amamentação no futuro", apontou.
Muito além do ato de nutrir o filho, está o vínculo que o momento de amamentar proporciona. "Sem dizer do conforto entre mãe e filho, os olhos nos olhos, pele com pele", detalhou Luanda.
Já à organizadora e consultora de amamentação Fabiana Guerra, avaliou a falta de apoio dos órgãos públicos no período em que a mães precisam amamentar. "O Ministério da Saúde recomenda o aleitamento materno exclusivo durante seis meses e a continuidade até os dois anos ou mais. A média brasileira é de 54 dias de amamentação, e isso é muito pouco. Por essa razão é muito importante que a gente tenha ações como essa", enfatizou.
Ela acredita as políticas públicas que tratam do assunto estão defasadas no Brasil. "A licença a maternidade acaba com quatro meses. Como a mulher vai retornar ao trabalho sendo que precisa amamentar exclusivamente por seis meses seus bebê?, completou.