O trânsito de Mogi das Cruzes está mais letal. De janeiro a julho, 38 pessoas morreram em acidentes de trânsito na cidade. O número é 31% maior que o registrado nos sete primeiros meses do ano passado, quando foram contabilizadas 29 vítimas fatais. Domingo é o dia mais violento: considerando os dois períodos, 23 vítimas perderam a vida em acidentes de trânsito neste dia. Só entre janeiro e julho deste ano, foram 12 pessoas mortas aos domingos.
Os dados são do Sistema de Informações Gerenciais de Acidentes de Trânsito do Estado de São Paulo (Infosiga), iniciativa do Movimento Paulista de Segurança no Trânsito, programa do governo estadual.
O ranking de mortes segue ainda com segunda e sexta-feira com seis fatalidades cada. Neste ano, 53% das mortes em acidentes ocorreram entre as 18 e 24 horas. Em 84% dos casos as vítimas eram homens.
Neste ano, janeiro contabilizou o maior número de vítimas fatais nas ruas do município. No mês, oito pessoas perderam a vida em acidentes de trânsito. Em seguida, aparece abril com sete, março e junho com seis, fevereiro com cinco e maio com quatro. Julho foi o período com o menor número de vítimas, foram duas. 
O Infosiga leva em consideração os acidentes de trânsito ocorridos tanto nas vias municipais quanto em rodovias. Nos dois períodos, o sistema apontou que 67% das mortes ocorreram em ruas e avenidas do município. Neste ano, os endereços que lideram o ranking de colisões ou atropelamentos são a rodovia SP-88, que contempla a Mogi-Dutra e a Mogi-Salesópolis com cinco vítimas fatais, seguida pelas avenidas João XXIII, Francisco Ferreira Lopes e Kaoru Hiramatsu, cada uma com três mortes.
Os atropelamentos de pedestres lideram as causas dos acidentes fatais. Nos dois períodos foram contabilizados 27 casos, já apenas nos sete primeiros meses deste ano, foram 16. 
Meta
Todos os meses o Infosiga divulga a relação de mortes registradas em ruas e avenidas do município. A meta do movimento é reduzir pela metade o número óbitos causados por acidentes de trânsito até 2020.