O vereador Antonio Lino da Silva (PSD) pediu aumento da fiscalização da Prefeitura de Mogi das Cruzes para impedir novas invasões em áreas desocupadas na Vila Nova Estação. Silva ressaltou que as ocupações ocorrem em pontos de risco do bairro. Em 2013, a administração municipal lançou um projeto para reurbanizar a antiga favela do Gica, no entanto, as obras foram paralisadas por falta de repasse do governo federal. 
Silva ressaltou que as novas ocupações no local colocam em risco os moradores. "Temos uma obra importante ocorrendo na região, que é a avenida Guilherme George, mas existem algumas preocupações. Algumas famílias já foram retiradas e transferidas para condomínios, mas agora, novas pessoas estão construindo barracos e habitando no local. É uma grande preocupação", destacou.
O vereador ressaltou que parte das novas moradias está sendo erguida nas beira do rio. "Tive a oportunidade de ligar para o prefeito (Marcus Melo) e falar sobre o que está ocorrendo. Pedi que a Secretaria de Segurança Pública junto com a Coordenadoria de Habitação façam uma fiscalização mais próxima. Na área do campo de futebol construíram barracos e tem umas 30 ou 40 famílias morando lá", acrescentou.
Para Silva, além da preocupação com a segurança das pessoas que estão vivendo nas áreas de risco, existe a questão do cadastro de habitação municipal. "Há uma lista de pessoas que passaram a noite para conseguir a inscrição. Se não fizer a desocupação, no futuro vai ter que abrir a fila para essas pessoas que vieram de outras cidades e regiões, porque estão em moradias de risco. Mais uma vez a lista vai paralisar. Temos que fiscalizar antes que isso ocorra. As pessoas que moram na beira do rio precisam sair, mas temos que dar dignidade a elas", avaliou.
O projeto de reurbanização lançado em 2013 previa um investimento de R$ 7 milhões destinados para obras de drenagem, saneamento básico, pavimentação e instalação de estruturas públicas, além da construção de unidades do Minha Casa, Minha Vida para abrigar as famílias que tiveram que ser realocadas.
Prevenção
Hoje, a partir das 8 horas, a carreta do Movimento Brasil sem Parasitose, estará na praça da Marisa. "Este é um programa da empresa Farmoquimica que já passou por São Paulo, Belo Horizonte, Recife, Salvador e conseguimos trazer para Mogi. Serão oferecidas consultas com médicos, terá o apoio de enfermeiras e nutricionista. As pessoas poderão fazer exame, diagnóstico e tratamento. Os casos mais sérios serão encaminhados para a Secretaria Municipal de Saúde, que atuará paralelamente", informou o vereador Mauro Margarido (PSDB). O veículo estará até amanhã no local, com atendimento das 8 às 17 horas.