Entre os cem municípios com maior população no Brasil, Mogi das Cruzes, Suzano e Itaquaquecetuba estão em destaque no Índice Desafios da Gestão Municipal (IDGM), divulgado este ano pela consultoria Macroplan. O estudo revela a posição de cada cidade em relação à educação, saúde, segurança e saneamento e sustentabilidade.
O levantamento fornece uma análise comparativa e temporal das cidades brasileiras, permitindo identificar os principais problemas e as soluções no âmbito da gestão municipal. Dos três municípios da região que constam no ranking, Mogi está na 30ª posição, Suzano na 33ª e Itaquaquecetuba na 64ª.
Para se ter uma ideia, a educação em Mogi das Cruzes caiu duas posições do ano de 2007 para 2017: estava na 14ª e passou para 16ª. Já na área da saúde, subiu três posições, pois em 2006 estava em 70ª e em 2016 passou para a 67ª. Os índices da segurança chamam atenção, já que dentre as cem cidades do país, em 2005, Mogi estava em quinto lugar no quesito, mas em 2016, caiu para a 9ª. A situação também aconteceu com o saneamento e sustentabilidade, quando em 2006 a cidade estava na 21ª posição e em 2016 passou para a 37ª.
Suzano, que ocupa a 33ª posição no ranking geral das cem cidades. Em dez anos, subiu 23 colocações em relação à educação. Em 2007, estava em 46ª, mas em 2017 passou para 23ª. Na saúde, o índice chama atenção pela queda, já que em dez anos, de 2006 para 2016, caiu 16 posições: respectivamente, eram 57ª e 73ª. O crescimento na segurança é visível, ocupando o 18º lugar em 2016, enquanto que em 2006 essa posição era a de 47ª. Em relação ao saneamento e sustentabilidade, a cidade ficou em 29º em 2016, sendo que dez anos anteriores, estava em 39º.
Dos quatro índices, o que mais caiu em Itaquaquecetuba foi a saúde. Em 2006, a cidade estava na 37ª posição, entretanto, em 2016 passou para a 80ª, caindo 43 posições em dez anos. O que mais evoluiu foi a segurança, que no mesmo período de dez anos passou de 48ª para 24ª. O saneamento e sustentabilidade se mantiveram basicamente nas mesmas posições, havendo apenas uma mudança mínima de quatro lugares: de 75º, em 2006, passou para 71º, em 2016. Já a educação evoluiu 18 colocações durante os dez anos. De acordo com o IDGM, a cidade ficou na 62ª posição em 2017, enquanto que em 2007, estava em 80ª.