A Prefeitura de Mogi das Cruzes promoveu na manhã de ontem um encontro entre representantes de mais de 60 empresas da cidade e o Instituto Euvaldo Lodi (IEL), entidade ligada à Confederação Nacional da Indústria (CNI) e que prepara organizações brasileiras para a competitividade, oferecendo soluções em gestão corporativa, educação empresarial e desenvolvimento de carreiras. O objetivo do evento foi apresentar os serviços oferecidos pelo IEL para que as empresas apresentem projetos que atendam às especificações exigidas pelos diferentes órgãos que oferecem linhas de financiamento.
A ênfase do encontro foram as políticas adotadas pela prefeitura para atrair novos investimentos na cidade, como o Sistema Municipal de Inovação e o projeto de lei para criação do Programa Mogiano de Atração de Investimentos e Geração de Empregos (Promae Emprega Mogi), que será enviado em breve à câmara para votação. O programa estabelece diretrizes e concede benefícios, incentivos fiscais e tributários para empresas que queiram se instalar ou que já estejam instaladas no município, planejando expansão.
"O país tem um modelo que é burocrático, de carimbo, de cópia, que em nada facilita a vida do empresário. Nós queremos mudar isso e criamos um grupo de trabalho para unificar e modernizar procedimentos operacionais para reduzir prazos e burocracia internos. Nossa meta é abrir uma empresa em apenas um dia", disse o prefeito Marcus Melo (PSDB).
O secretário municipal de Finanças, Aurílio Caiado, destacou o fortalecimento do empreendedorismo. "Estamos desenvolvendo uma série de ações, como o Polo Digital. A meta da prefeitura é ter um Parque Tecnológico em Mogi das Cruzes e transformá-la numa cidade com Indústria 4.0 e tecnologia de alto nível."
O gerente-executivo de Desenvolvimento e Negócios do IEL, Eduardo Vaz da Costa Jr., apresentou os principais programas da entidade e de que forma o instituto pode contribuir com projetos para financiamentos. "Se quisermos continuar sendo significativos na base industrial, temos de empreender. Do contrário, continuaremos nas commodities (produtos de base, como matérias-primas) e perderemos competitividade, disse Costa Jr. ao grupo de empresários.