A Associação de Assistência à Criança Deficiente (AACD), entidade que atende cerca de 170 pacientes de Mogi das Cruzes e região, acredita que, apesar dos grandes avanços na legislação, ainda há muito a ser debatido e resolvido em relação aos direitos das pessoas com deficiência, como, por exemplo, a questão do transporte público.
Conforme explicou a supervisora administrativa da unidade, Simone Aparecida Cruz, "a dificuldade do acesso ao direito de ir e vir é um dos principais desafios a serem superados. As linhas de ônibus deveriam ter mais vagas para cadeirantes, principalmente as que têm como destino centros de reabilitação. Para a acessibilidade arquitetônica é necessário vistorias nas vias para verificar as condições das calçadas, principalmente em locais com maior fluxo deste público".
A necessidade de mais ações no que diz respeito à área da Saúde também foi mencionada pela representante da AACD. "Temos algumas reivindicações dos movimentos sociais das pessoas com deficiência que poderiam ser implementadas, como um Protocolo de Atendimento Unificado da rede do Sistema Único de Saúde (SUS), que poderia proporcionar números mais precisos da população com deficiência no Brasil. Já na área de Educação, é preciso contratar mais profissionais de apoio de vida escolar e de auxiliares pedagógicos quando for o caso", completou. (C.C.)