A prática de abuso, maus-tratos a animais silvestres, domésticos ou domesticados é crime e pode ocasionar a pena de três meses a um ano, além de multa para o autor do delito, como aconteceu no mês passado, em Suzano, quando um homem foi preso suspeito de arremessar um gato a mais de cinco metros de distância, no Jardim Imperador, e foi flagrado por uma câmera de monitoramento. Só na cidade, cem denúncias foram feitas de janeiro a maio deste ano.
De acordo com o vereador suzanense Lisandro Frederico (PSD), que é engajado na causa animal, os casos de maus tratos a animais deve aumentar ainda mais em 2018 e superar o número registrado em 2017, quando foram somados 114 chamados ."O gabinete é focado na causa animal, acompanhamos os serviços da Prefeitura. É um volume bem expressivo se comparado com o do ano passado", apontou Frederico. Os casos mais recorrentes na cidade são animais acorrentados e locais insalubres.
Apesar do vereador trabalhar com a causa animal, é necessário que a população denuncie os casos diretamente na Secretaria Municipal de Meio Ambiente, para que assim o gabinete do parlamentar possa acompanhar e fiscalizar os trabalhos. "É preciso que a população registre primeiro no órgão municipal. Depois que essa etapa for realizada, pode acionar o gabinete. Independente de fazer o registro para outros órgãos responsáveis, faça primeiro na Prefeitura", reforçou.
Para denunciar casos em Suzano, o telefone da pasta responsável é o 4715-2055 e o e-mail é
[email protected]. Para entrar em contato com o vereador, o telefone é o 4744-8019, ou pelo e-mail
[email protected]Em Itaquaquecetuba, o Grupo de Apoio aos animais de Rua de Itaquaquecetuba (Gaari), fundado pelo veterinário e vereador da cidade, Edson Rodrigues (PNT) há seis anos, tem o objetivo de diminuir os casos de maus tratos e abandonos na cidade. Em média, vinte ocorrências são atendidas por dias e as mais recorrentes são abandono de filhotes e cães atropelados. "Aconselhamos a fazer a denúncia na Depa (Delegacia Eletrônica de Proteção Animal) e se for um caso mais grave, fazer um boletim de ocorrência em qualquer delegacia", ressaltou a coordenadora do projeto, Lessandra Gonçalves.
Durante o tempo de atuação, o grupo já retirou das ruas 700 animais com assistência veterinária e realizou 4 mil castrações em animais de rua e de pessoas de baixa renda. Apesar das conquistas, Lessandra conta que o grupo precisa de voluntários, colaboradores e doações de ração. Quem quiser ajudar, pode entrar em contato pelo www.facebook.com/onggaari/. "Não feche os olhos, denuncie", concluiu a coordenadora.