Chuva. É isso o que os produtores rurais esperam para poder comemorar o Dia do Agricultor, celebrado hoje. A falta dela já chegou nos campos, deixando muitos córregos utilizados para regar as plantações, sem água. Essa é uma das principais preocupações dos produtores, que mesmo com as dificuldades são otimistas. "A falta de chuva preocupa, mas é esperado que semana que vem chova. Isso seria algo para celebrar esse dia", disse o presidente do Sindicato Rural de Mogi das Cruzes, Minoru Mori.
Como em qualquer outro setor, o rural também sente as dificuldades ocasionadas pelo momento em que o Brasil vive. As vendas contidas e preços baixos são apenas dois dos inúmeros empecilhos para os produtores. "Os desafios de adequação a toda legislação, as questões trabalhistas, o uso de defensivos, as questões tributárias. É uma infinidade de exigências dentro do setor", lamentou Mori.
A falta de vocação também diz muito em relação aos produtores. Muitos filhos de agricultores preferem seguir outros caminhos e se especializar em outras profissões, mas outros ainda continuam no sítio. "Produtores na essência são otimistas, há uma parcela de pessoas que deixa o sítio, mas outra continua. Estamos contribuindo com o país, alimentando, fazendo algo de qualidade e seria um orgulho conseguir preços mais acessíveis", disse Mori.
Hoje, há diversos órgãos que representam a classe dos agricultores, como é o caso do Sindicato Rural de Mogi, que capacita e oferece apoio em relação a questões burocráticas. Outro órgão que atua nesse sentido é o Escritório de Desenvolvimento Rural (EDR), capacitando também os produtores por meio de políticas públicas de acesso à formalização, informação e acesso ao crédito rural, adequação à legislação ambiental e o uso adequado de agrotóxicos. Lá, o produtor pode encontrar todo o apoio de manejo, ou seja, técnicas e culturas aptas para serem produzidas na região. Para o EDR de Mogi, a continuidade na área por membros da família também é um desafio.
O dia dedicado aos agricultores foi escolhido em razão da fundação do Ministério da Agricultura, em 1960, no mandato do ex-presidente do Brasil, Juscelino Kubitschek. A agricultura é uma das atividades que mais contribuem com o Produto Interno Bruto (PIB), para a geração de emprego e renda, além de ser um dos setores mais importantes para a economia do país. "Isso está presente no dia a dia dos moradores do Alto Tietê, da alimentação às roupas, passando por papéis e móveis, chegando a objetos de decoração e entretenimento, tendo uma economia marcante. A região passou a ser conhecida fortemente como produtor de hortaliças", apontou o profissional de Marketing e Agronegócio, Daniel Caneschi.