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A Revolução Constitucionalista completa 86 anos amanhã, e a direção da Associação Comercial de Mogi das Cruzes (ACMC) lembra a importante participação da cidade e as lições que ficaram do movimento de 1932, o qual tinha como objetivo a derrubada do governo de Getúlio Vargas e a criação de uma nova constituição para o Brasil. A Associação Comercial serviu de base de apoio aos paulistas durante a Revolução Constitucionalista e a direção da entidade faz questão de destacar a importância da cidade no contexto histórico nacional. "Perto de completar 100 anos, a ACMC é uma das entidades de classe mais antigas do Estado e, consequentemente, do Brasil. Teve uma participação fundamental no movimento de 1932, o qual deixou lições que até hoje alicerçam as nossas bandeiras de combate à burocracia, segurança jurídica aos empreendedores e redução da carga tributária", ressalta o presidente da ACMC, Marco Zatsuga.Em 1932, a entidade local se pôs a serviço da Revolução e organizou a assistência as famílias dos combatentes, fornecendo alimentos e remédios doados pelos mogianos. A Associação Comercial também serviu como posto de coleta da campanha "Ouro para o Bem de São Paulo", que arrecadou fundos para financiar a luta dos paulistas.São Paulo, depois da Revolução de 1932, voltou a ser governado por paulistas, e, dois anos depois, uma nova constituição foi promulgada, a Constituição de 1934. "A ACMC permaneceu ao lado dos paulistas e é importante que essa história seja sempre lembrada porque teve uma grande mobilização dos mogianos", enfatiza o presidente. Foram três meses de luta armada e os paulistas deixaram o campo de batalha derrotados e com perdas. Entre os que morreram em combate há quatro mogianos - Voluntário Fernando Pinheiro Franco e Cabo Diogo Oliver, que emprestam seus nomes para duas das principais avenidas da cidade, José Antônio Benedito e Jair Fontes de Godoy. "Mogi enviou voluntários para o combate armado e serviu de refúgio para moradores dos locais onde as batalhas eram travadas. Além disso, a Associação Comercial organizou a assistência a famílias dos combatentes, fornecendo alimentos e remédios que eram doados pelos mogianos. É muito importante que a população local, principalmente os mais jovens, conheça essa história", conclui Marco Zatsuga.
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