O Sistema Produtor Alto Tietê (Spat) atingiu ontem 54,6% da capacidade de armazenamento. O número representa uma queda de 10.2 pontos percentuais em relação ao final de março, quando o sistema apresentava um índice de 64,8%. O número também é menor em comparação ao mesmo período do ano passado, quando o Spat operou com 58% de sua capacidade. Até o momento, o sistema da região acumulou a pluviometria de 1,3 milímetros no mês, 2.9 mm a menos que 2017. A pluviometria média histórica de julho é de 48,1 mm.
De acordo com os dados divulgados pela Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp), a represa Ponte Nova, localizada em Salesópolis, apresentou o maior volume de armazenamento, com 61,4%. Em seguida, aparece a represa de Paraitinga, também em Salesópolis, com índice de 53,8%. Já a represa de Jundiaí, em Mogi das Cruzes, trabalha com 48,4% de sua capacidade, enquanto a represa de Taiaçupeba, na divisa de Mogi e Suzano, com 43,4%.
A represa de Biritiba Mirim exibiu o menor índice de armazenamento, atingindo somente 32% da capacidade. No mesmo período de 2017, ela registrou um índice pouco mais elevado que o atual, de 38,7%, enquanto a represa de Jundiaí apresentava o maior número dentre os reservatórios do sistema, de 87,3%.
Conforme informações da Sabesp, o Spat disponibiliza água para mais de 4 milhões de pessoas das cidades do Alto Tietê, e parte da zona leste de São Paulo, Mauá e Guarulhos. Além disso, o sistema, por meio da utilização de variados recursos hídricos, tem enfoque para o controle de enchentes, irrigação e diluição de esgotos. (C.C.)