Para reduzir o número de atropelamentos e abalroamentos (colisões) nas linhas férreas, a empresa MRS aposta na continuidade das ações de conscientização, como campanhas de blitzes educativas, material de imprensa e mídias sociais, limpeza da faixa de domínio, programa de educação ambiental, investimentos em passagens de nível e relacionamento com as comunidades.
A medida da empresa ferroviária é em razão dos dados apontados pelo balanço semestral sobre acidentes causados nas proximidades das linhas férreas, que registrou 54 ocorrências. Do total, quatro delas aconteceram no Alto Tietê, nas cidades de Mogi das Cruzes, Itaquaquecetuba e Suzano.
A empresa também confia na campanha Linha da Vida para chegar a números mais positivos. A ação pode ser vista no site (http://www.linhadavida.org/), onde estão reunidas algumas das principais informações sobre causas e como evitar acidentes.
Outra medida de prevenção são os dispositivos complementares de segurança. O padrão adotado pela MRS em algumas passagens de nível é o direcionador de fluxo. A estrutura de ferro induz o pedestre a olhar para ambos os lados antes de cruzar a ferrovia. A empresa ainda ressalta que esses equipamentos são complementares, porque o que evita, de fato, os acidentes na ferrovia é a adoção de um comportamento seguro por parte de pedestres e motoristas.
Em nota, a MRS informou que em todos os casos de atropelamentos ou colisões que foram registrados na ferrovia está presente o comportamento inadequado de uma minoria de pessoas. "Podemos dizer isto porque, de acordo com o artigo 29 do Código de Trânsito Brasileiro (CTB), o trem tem preferência diante dos demais veículos e pessoas nas passagens de nível, afinal trata-se de uma composição que não freia como um automóvel", explicou. A companhia ainda declara que é necessário um esforço grande de conscientização. "Como dependemos da mudança de atitude, é muito difícil estabelecer uma relação direta entre as ações de conscientização e a redução dos registros de acidentes", concluiu.
De acordo com o mapeamento da MRS, os números registrados neste ano representam uma queda de 3,5% se comparados ao mesmo período de 2017, quando houve 56 ocorrências. No entanto, Mogi das Cruzes, que não fazia parte do balanço em 2017, teve ocorrência de um acidente. Já as cidades de Suzano e Itaquá mantiveram os resultados, com dois e um acidentes, respectivamente.
Entre os Estados de São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro, onde os trens cargueiros da empresa trafegam, 18 cidades registraram aumento dos acidentes, 22 tiveram quedas e outras oito mantiveram a estatística.
*Texto supervisionado pelo editor.