O prefeito Marcus Melo (PSDB) se reuniu ontem em Brasília com o secretário nacional de Saneamento Ambiental do Ministério das Cidades, Adailton Trindade, para pedir financiamentos para importantes obras na cidade. Mogi das Cruzes cadastrou nove projetos no programa Avançar Cidades - Saneamento, que disponibiliza recursos do Banco Nacional do Desenvolvimento (BNDES). Os projetos apresentados são para obras de coleta e tratamento de esgoto, drenagem e mobilidade urbana, e somam mais de R$ 430 milhões.
"Viemos a Brasília pedir recursos para infraestrutura, sobretudo saneamento. Investir em saneamento é investir em saúde", disse o prefeito, que foi à capital federal acompanhado pelo secretário municipal de Planejamento e Urbanismo, Cláudio de Faria Rodrigues.
Por parte do Serviço Municipal de Águas e Esgotos (Semae), as propostas são para implantação de coletores-tronco, linhas de recalque e estações elevatórias de esgoto (R$ 138 milhões); nova adutora de água bruta entre a captação, no Rio Tietê, e a Estação de Tratamento de Água (ETA) Centro
(R$ 38 milhões); reforma da ETA Centro e Estação de Tratamento de Resíduos Sólidos (R$ 21 milhões); esgotamento sanitário em Jundiapeba (R$ 12 milhões), e estudos e projetos para coletor-tronco do Rio Jundiaí (R$ 2,3 milhões).
Pela prefeitura, os projetos são para o Piscinão da Vila Ressaca
(R$ 100 milhões); Perimetral Sul (R$ 50 milhões); saneamento e macrodrenagem do Córrego Lavapés
(R$ 45 milhões), e projetos de macrodrenagem para o Córrego dos Corvos, Córrego Eroles, Vila Rubens e Ribeirão Ipiranga
(R$ 1,5 milhão).
"Atualmente, coletamos 95% e tratamos 61% do esgoto. Nos últimos anos, conseguimos avanços históricos, tanto que Mogi das Cruzes é a 32º cidade no ranking nacional de saneamento, entre os 100 maiores municípios brasileiros. Mas é preciso avançar mais", afirmou Melo.
"O secretário foi receptivo e ouviu atentamente os nossos projetos e a importância deles para o desenvolvimento da cidade. O Plano Municipal de Abastecimento de Água e Esgotamento Sanitário (PMAE) aponta que são necessários R$ 1,49 bilhão, ao longo de 30 anos, para universalizar os serviços de água e esgoto na cidade. Somente com o orçamento do Município os valores são inviáveis, por isso buscamos recursos externos", completou o prefeito.