Dados do Serviço Central de Proteção ao Crédito (SCPC) revelam a redução na quantidade de registro de débitos em Mogi das Cruzes no primeiro semestre de 2018.
Os números divulgados na última terça-feira pela Associação Comercial de Mogi (ACMC) apontam uma queda de aproximadamente 9% no volume de dívidas em aberto na cidade, na comparação com o mesmo período do ano passado.
Mogi fechou o primeiro semestre deste ano com um total de 22.904 débitos pendentes, contra os 25.076 existentes no mesmo período de 2017.
As dívidas em aberto geram um saldo de R$ 13,9 milhões de inadimplência no comércio mogiano, o que representa 5,9% a menos do que se tinha no ano passado.
As estatísticas do primeiro semestre de 2018 revelam, ainda, que a cidade tem 15.711 consumidores inadimplentes inscritos no banco de devedores do SCPC local, o que significa uma redução de 8,4% em relação a 2017, quando o total de pessoas com restrições de crédito somava 17.158 - uma mesma pessoa pode ter débitos abertos em várias lojas, por isso, o número é diferente do total de dívidas.
"O balanço do SCPC é um importante indicador de como anda a atividade comercial e os dados do primeiro semestre revelam uma melhora da capacidade de crédito dos consumidores da cidade, reflexo principalmente da retomada do emprego em alguns setores, como é o caso da indústria regional, e da liberação dos recursos do PIS", avalia o vice-presidente da Associação Comercial e diretor do SCPC local, Silvio Moraes,
As estatísticas mostram que mais pessoas conseguiram saldar débitos e, consequentemente, retomar as condições de comprar a prazo, o que contribui para a economia girar. "Nós registramos, nos seis primeiros meses desse ano, um aumento de quase 10% nas exclusões por renegociação, em relação aos menos período de 2017", compara o dirigente da entidade.
"Ainda temos um longo caminho a percorrer até retomar os patamares de atividade comercial e, principalmente, de consumo que tínhamos antes da crise econômica. Mas essa redução na inadimplência é um bom sinal e esperamos que ela reduza ainda mais no segundo semestre, com a consequente ampliação do número de consumidores aptos a fazer compras e a utilização do PIS e do 13º salário para quitar dívidas", acrescentou o vice-presidente da ACMC.