Em julho de 1996, Maria de Lourdes Silva Almeida, hoje com 73 anos, fundou a Fraternidade Santo Agostinho, no distrito de Jundiapeba, em Mogi das Cruzes. O terreno, que naquela época não havia nem demarcação, foi doado por uma amiga, e a curiosidade de Maria fez com que ela fundasse a instituição para oferecer aos moradores do bairro projetos sociais direcionados à crianças e adolescentes em situação de trabalho infantil e de vulnerabilidade social. Para se manter, a casa recebe subvenção da prefeitura, do Governo Federal, da parceria com o Instituto Coca Cola, além de recurso próprio.
O objetivo da Fraternidade é dar às crianças e adolescentes conhecimento do que está ao redor delas para que possam lidar com diferentes situações. Apesar de todas as dificuldades, Maria garante que o trabalho tem crescido, o que pode ser comprovado pelo atendimento oferecido a 500 crianças e adolescentes diariamente, além de uma lista de espera de mais de cem pessoas. "Uma assistente social aqui da fraternidade faz a triagem, um diagnóstico da vida da pessoa, número de crianças que ela tem e, através disso, colocamos na pré-seleção, mas tem também o caráter emergencial", contou a coordenadora de projetos, Fernanda Nunes Morteiro,41.
Na instituição as crianças recebem palestras e atividades sobre diferentes assuntos. 
Estatuto
Sobre o Estatuto da Criança e do Adolescente, Maria acredita que o documento deixa muito a desejar, pois não permite determinadas ações e limita a relação no desenvolvimento da criança. "Sempre achei que não ajudou por um lado. A limitação foi muito forte em alguns aspectos e quem está na prática do dia a dia percebe que não é assim", explicou. (L.P.)