Outubro Rosa, Novembro Azul e Maio Amarelo são algumas das ações realizadas pelos órgão públicos para conscientizar, respectivamente, sobre o câncer de mama, o câncer de próstata e a violência no trânsito. Para o sociólogo Afonso Pola, as campanhas caraterizadas por cores e meses do ano são formas eficazes de colocar em evidência temas importantes e informar as pessoas.
O Julho Amarelo, outro exemplo, marca o mês de conscientização das hepatites virais. Para lembrar a data, a Prefeitura de Arujá quer incentivar a população a se imunizar e fazer os exames que identificam a doença. No município, os testes e as vacinas estão disponíveis em todas as Unidades Básicas de Saúde (UBSs). As hepatites virais são doenças silenciosas e em muitos casos levam a morte. O mês de Julho também tem a cor Verde para conscientizar sobre o câncer de cabeça e pescoço.
Para Pola, as campanhas que são adotadas mensalmente desempenham um papel importante. "É algo adotado no mundo inteiro para chamar a atenção das pessoas, como o Outubro Rosa, o Novembro Azul o Maio Amarelo. Elas não tem um resultado totalmente imediato, mas a sua reflexão vai trazendo um aumento de conscientização gradativo", avaliou.
O sociólogo ressaltou que quando um mês é escolhido para representar a luta contra uma doença ou ação, a divulgação acaba se tornando maior. "O mais importante é que os meios de comunicação e as escolas falam sobre o assunto. Acredito que por isso tem proliferado essas iniciativas em âmbito nacional. Elas são cada vez mais frequentes", disse.
Segundo Pola, os meses que contam com mais campanhas ao mesmo tempo, como Junho Violeta, que chama a atenção para o combate a violência contra os idosos, o Junho Vermelho, para estimular a doação de sangue, e ainda o Junho Verde, ação da Prefeitura de Mogi pela preservação do Meio Ambiente; também cumprem sua função. "O impacto é um pouco menor, mas sempre conscientiza e quebra determinados mitos, sobre doenças e outros temas", concluiu.