A fiscalização da Lei Seca autuou duas pessoas em operação realizada na noite da última sexta-feira e na madrugada de sábado em Poá. Ao todo, foram fiscalizados 144 veículos durante blitze nas avenidas Nove de Julho e Lucas Nogueira Garcez.
Os condutores foram autuados por embriaguez ao volante e terão de pagar R$ 2.934,70,
além de responderem a processo administrativo no Detran-SP para a suspensão do direito de dirigir pelo período de 12 meses.
Um dos motoristas autuados, além dessas penalidades, responderá na Justiça por crime de trânsito porque apresentou índice a partir de 0,34 miligramas de álcool por litro de ar expelido no teste do etilômetro. Caso seja condenado, poderá cumprir de seis meses a três anos de prisão, conforme prevê a Lei Seca, também conhecida como "tolerância zero".
Pela Lei Seca (lei 12.760/2012), todos os motoristas flagrados em fiscalizações têm direito a ampla defesa, até que a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) seja efetivamente suspensa. Se o condutor voltar a cometer a mesma infração dentro de 12 meses, o valor da multa será dobrado.
Balanço 
Nos últimos dez anos, as multas da Lei Seca aumentaram 519% nas cidades do Alto Tietê, segundo dados do Departamento Estadual de Trânsito de São Paulo (Detran). O comparativo das multas do ano de 2008 com as de 2017 revelam o aumento expressivo, já que, respectivamente, os números foram 87 e 539. Os dados somam autuações do programa Direção Segura e operações rotineiras da Polícia Militar (PM).
No período analisado, a cidade que mais contabilizou multas foi Mogi das Cruzes, com 734. Suzano fica em segundo lugar, com 412 aplicações; e Itaquaquecetuba em terceiro, com 349. Para se ter uma ideia, em 2008, as multas nos três municípios não chegavam a 60, sendo Mogi com 25, Suzano com 19 e Itaquá com 15.