Pouco mais de duas semanas depois de assumir o cargo de delegado-geral adjunto da Polícia Civil, o delegado Marcos Batalha deixa o cargo. A decisão foi publicada no Diário Oficial do Estado do último sábado. De acordo com informações da Secretaria de Estado da Segurança Pública (SSP), a medida "atende uma solicitação do próprio delegado Marcos Batalha, por questões pessoais".
A nomeação do ex-delegado seccional para o segundo posto mais importante dentro da Polícia Civil do Estado foi publicada no dia 27 de junho. A notícia movimentou a região e gerou grande expectativa. A dispensa foi publicada no dia 14 de julho. Por meio de nota, a SSP informou que "a direção da Delegacia Geral de Polícia Adjunta (DGPAD) foi assumida pelo delegado Kleber Antonio Torquato Altale".
A reportagem questionou se o delegado voltaria à Seccional de Mogi e qual seria o novo posto ocupado por ele, no entanto, a SSP não respondeu às perguntas. Batalha não foi localizado para comentar a saída do cargo.
No cargo de delegado seccional desde 2013, Batalha também passou pelas delegacias de Mogi, Delegacia de Investigações Sobre Entorpecentes (Dise), Delegacia de Homicídios, Grupo Armado de Repressão a Roubos e Assaltos (Garra), e foi diretor da Cadeia Pública de Mogi e delegado diretor da Circunscrição Regional de Trânsito (Ciretran) de Mogi.
No período em que ficou a frente da Delegacia Seccional, Batalha realizou grandes operações, como a "Gênesis", que terminou com 116 pessoas detidas em maio do ano passado, a maior parte por tráfico de drogas.
Sucessão
Com a saída de Batalha da Delegacia Seccional, o cargo foi ocupado pelo delegado Boanerges Braz de Mello, que já atuava como delegado-suplente.