A Santa Casa de Mogi das Cruzes deve receber no fim deste mês a verba de
R$ 1,8 milhão do convênio com o governo estadual, que possibilitará a reforma no setor de Maternidade da unidade. A previsão é de que a licitação que contratará a empresa responsável pela obra seja aberta no fim de agosto ou início de setembro. As intervenções devem ser iniciadas no começo de 2019 e concluídas em um prazo de 18 meses. Durante os serviços, os atendimentos continuarão. Hoje, às 11 horas, o prefeito Marcus Melo (PSDB) assina o repasse de R$ 600 mil para comprar os equipamentos do novo espaço. 
O setor de Maternidade contará com 17 leitos para as gestantes e dez para a UTI Neonatal. O alojamento conjunto será instalado no primeiro pavimento, se somando aos 38 leitos já existentes. Os bebês ficarão ao lado das mães até o momento da alta. Pelo projeto, as enfermarias, os sanitários dos quartos de internação e os corredores de circulação serão adaptados. Além disso, os pavimentos dois e três também passarão por adequação. O último é a ala que receberá os novos leitos de UTI Neonatal.
O secretário de Saúde Marcello Cusatis lembrou que o projeto de reforma foi apresentado ainda em 2017 para a Secretaria de Estado da Saúde. Na época, a obra estava cotada em R$ 5 milhões, mas após adequações no plano, que manteve o número de leitos, o orçamento foi fechado em R$ 1,8 milhão. A licitação será elaborada em parceria com a Secretaria de Gestão e deve levar dois ou três meses para ser concluída. A expectativa é de que o contrato seja assinado no fim de 2018.
O valor foi conquistado por meio de uma emenda do deputado estadual Marcos Damásio (PR) na forma de verba de custeio, mas vai possibilitar que o hospital se organize financeiramente para realizar as intervenções com recursos próprios. "Segundo o Palácio, devemos ter o recurso no fim desse mês. Já foi publicado no Diário Oficial do dia 7 de julho. Isso vai aliviar as finanças do hospital e possibilitará que seja realizada a obra que é necessária e urgente", destacou.
Atualmente, a Santa Casa realiza uma média de 500 partos por mês. Com as reformas, a ala de Ortopedia terá que ser reduzida. A Secretaria de Saúde pedirá ao Estado para que os procedimentos sejam repactuados em outros locais. De acordo com o gerente administrativo da Santa Casa, Mario Calderaro, durante o período de obras o atendimento às gestantes continuará a ser prestado. "Hoje, a maternidade ocupa o segundo e o terceiro andar, mas com a superlotação, o primeiro andar, que tinha os leitos de Ortopedia, também passaram a ser usados. Com a obra, a maternidade ocupará os três andares", ressaltou.
Cusatis afirmou que a obra solucionará o problema de vagas a curto prazo. "Uma cirurgia de joelho pode esperar, uma tomografia também, mas a grávida não. Encaro que irá resolver a situação no curto prazo. Óbvio que com a Maternidade Municipal poderemos planejar a saúde materna em uma outra esfera, mas a verba vai ajudar a resolver um problema que tira o sono. Estamos voltando a dar dignidade às mães e bebês", disse.
Maternidade Municipal
Na próxima semana, a Prefeitura vai protocolar o projeto da Maternidade Municipal na Vigilância Sanitária do Estado. "Os próximos passos serão fazer o projeto executivo, licitar e conseguir os recursos para a construção que giram em torno de R$ 25 a R$ 30 milhões", informou Cusatis.