A Copa do Mundo começa na próxima quinta-feira e os comerciantes da região esperam o aumento nas vendas de artigos promocionais durante as semanas do evento. Os principais produtos vendidos são camisetas, bandeiras, chapéus e as tradicionais vuvuzelas.
Em Mogi das Cruzes, os lojistas comentaram que o movimento ainda está fraco. Já em Suzano, os comerciantes estimam que as vendas aumentem em torno de 20% durante a Copa.
A gerente de uma loja de artigos gerais em Suzano, Cristina Ferreira da Silva Barbosa, comentou que o movimento está crescendo. "As vendas estão boas. O que mais sai são as bandeiras, camisas, chapéus, vuvuzelas, entre outros. Esperamos que elas aumentem em 20%. O consumo vai aumentar mesmo assim que começarem os jogos", calculou.
Muitas pessoas aproveitam esta data para decorar a casa com a bandeira do Brasil e artigos com as cores verde, amarelo, azul e branco. A aposentada e moradora do centro de Suzano, Rosi Meire Jorge, 61 anos, contou que em todas as edições da Copa enfeita sua casa. "Sempre compro bandeiras, artigos, entre outros, e enfeito a minha casa. Não gosto muito de jogo de futebol, mas demonstro meu apoio aos jogadores. Também compro chapéus e 'arquinhos' para os meus netos, eles amam", contou.
Já o ajudante geral e morador do bairro Colorado, em Suzano, Thiago Barbosa, 21, disse que os preços dos produtos não estão altos. "Estou gostando dos preços, não tiveram muitas alterações em relação a Copa de 2014. Estou procurando uma bandeira para minha amiga e eu", lembrou.
Em contrapartida, o proprietário de uma loja artigos em geral em Mogi, Rodrigo Wo, comentou que as vendas dos produtos para a Copa estão fracas. "O consumo está muito baixo nesta edição da Copa. Acho que, pelo fato do Brasil ter perdido na última edição, os consumidores estão receosos. Já escutei cliente dizer 'pra quê comprar se o Brasil pode perder de novo'. As vendas irão aumentar mesmo durante os jogos", estimou o comerciante.
O aposentado e morador de Ferraz, Maurício Pinto de Farias, 64, afirmou que estava pensando em comprar os artigos, mas a crise está grande. "As coisas estão caras e tenho que dar prioridade para as dívidas que já tenho. Para esta Copa não irei comprar os produtos, infelizmente", concluiu. (R.J.)