Há pelo menos dois meses e meio, segundo a Organização Social (OS) Instituto Nacional de Amparo à Pesquisa, Tecnologia e Inovação na Gestão Pública (INTS), a Prefeitura de Biritiba Mirim não está fazendo os pagamentos referentes ao serviço prestado pela OS. O atraso do repasse pode vir a prejudicar os serviços realizados pelo órgão no único Pronto Atendimento (PA) do município, que atende em média 180 pacientes por dia. Informações disponíveis no Portal da Transparência da Prefeitura revelam que os valores mensais contratuais giram em torno de R$ 896.430,37 e R$ 986.430,37.
Desde a sexta-feira da semana passada, o Grupo Mogi News questiona o Executivo em relação a outros problemas denunciados pela população, como a falta de medicamentos nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs), além de ambulâncias e exames de imagem. Na última segunda-feira, uma equipe de reportagem esteve na cidade para ouvir os moradores, que contaram sobre a falta dos remédios, mas asseguraram o bom atendimento no PA. 
Mesmo com o atraso nos repasses, a coordenadoria do INTS informou que está dando prioridade aos funcionários e tem conseguido cumprir com o atendimento e medicação. Entretanto, a demora já está começando a atingir os fornecedores de materiais hospitalares. Em relação aos pacientes que podem vir a ser prejudicados, a OS garantiu que não tem intenção de causar dano a quem precisa e vai continuar oferecendo os serviços. "Não é nossa intenção, faremos o possível para não parar o atendimento. É o único PA que atende a cidade e tem um fluxo grande de pacientes, em média de 160 a 180 por dia. Precisamos do repasse, mas até hoje, independente do atraso, estamos trabalhando", disse um dos representantes do instituto.
De acordo com o INTS, há promessas da administração municipal de que o problema vai ser normalizado, mas que estão passando por uma mudança na Secretaria de Finanças. No Portal da Transparência é possível encontrar notas de alguns pagamentos realizados pelo Executivo a OS. Para se ter uma ideia, os valores pagos deste mês, sendo R$ 192.160,58 e R$ 257.839,42, não chegam ao valor estipulado de mais de  R$ 800 mil que estão no contrato. A Prefeitura não retornou os questionamentos da reportagem até o fechamento da edição.