Mesmo com a confirmação da morte de uma pessoa em Mogi das Cruzes pelo vírus H1N1 e a investigação de outros possíveis casos no Alto Tietê, os postos de saúde de Suzano não apresentaram aumento na procura por parte da população, faltando menos de uma semana para o fim da Campanha de Vacinação voltada para o grupo de risco. A reportagem esteve ontem pela manhã e pôde perceber o fraco movimento em busca da imunização contra a gripe.
Segundo dados divulgados na semana passada, as crianças ainda são o grupo prioritário que busca menos a vacina contra a gripe. Na cidade, até o momento, apenas 41% delas, entre seis meses e 5 anos foram imunizadas, de acordo com a Prefeitura. Vale lembrar que sexta-feira é o último dia da campanha e, de acordo com o último levantamento feito pelo Executivo, 42,2 mil vacinas foram aplicadas para todos os públicos com prioridade, que incluem idosos, crianças e gestantes.
A administração municipal informou que a vacinação contra os vírus H1N1, H2N3 e influenza B ainda está sendo feita nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs), de segunda a sexta-feira, das 9 às 15 horas. É necessário que os interessados apresentem um documento com foto e a carteira de vacinação.
Para a diretora de Vigilância em Saúde de Suzano, Maria Cristina Perin, as crianças ainda precisam ser vacinadas e por isso existe a possibilidade de levar equipes de saúde até as escolas do município. "Nosso projeto é vacinar as crianças nas escolas para conseguir atingir a meta, mas ainda estamos organizando a possibilidade", disse ela.
Já a enfermeira e gerente da UBS do Jardim Natal, Silvana Costa, destacou que a baixa procura pode ser causada pelo medo da população. "Muitos acham que se tomarem a vacina vão ficar gripados, mas na verdade isso não ocorre pois o vírus está inativo", reforçou.
Este não é o caso da dona de casa Andressa Botelho, 18, que levou a filha Ana Carolina, de seis meses, para ser imunizada. "Me preocupo com o futuro dela e, por isso, trago para tomar todas as vacinas que ela precisa".
Por sua vez, a também enfermeira da unidade do Jardim Natal, Cícera dos Santos, relevou que não houve mudanças na rotina da vacinação no bairro e que permanece normal, como o esperado. "Para a campanha, tínhamos uma expectativa maior, mas permanece igual aos outros dias normais", concluiu ela.
Primeira morte
Na quinta-feira passada, a Prefeitura de Mogi das Cruzes confirmou que um homem de 57 anos havia morrido em consequência da gripe. Ele estava internado no Hospital Municipal até o dia 2, data da morte. A vítima não havia tomado a vacina e sofria de uma doença crônica.
*Texto supervisionado pelo editor.