A Prefeitura de Mogi das Cruzes solicitou na manhã de ontem para que a Companhia de Transmissão de Energia Elétrica Paulista (CTEEP) suspenda os processos de reintegração de posse no terreno da Vila Nova Jundiapeba, na rua Equador, até a construção das casas do programa Minha Casa Minha Vida, em empreendimento a ser efetivado em Cezar de Souza. O pedido foi feito durante uma reunião entre o prefeito Marcus Melo (PSDB) e representantes da CTEEP. O terreno em questão pertence à empresa, onde, em maio passado, ela solicitou uma reintegração de posse.
Na época, conforme a CTEEP comunicou, 67 famílias foram retiradas da área. A empresa ainda informou que a medida foi tomada porque as famílias viviam embaixo das linhas de transmissão e estavam totalmente irregulares, colocando em risco a segurança das pessoas. O mandado de reintegração foi feito em 2014, mas o prazo foi estendido diversas vezes.
"Solicitamos para que a CTEEP faça o devido monitoramento da área para que não haja mais problemas de ocupação inadequada e que ela faça o pagamento do aluguel solidário para as famílias que já saíram. Foi feito um termo de ajuste para o pagamento de seis meses para as famílias. Nós entendemos que é justo a empresa pagar esse aluguel", disse o prefeito.
Sobre o pedido de pagamento do aluguel solidário, o coordenador de soluções fundiárias da CTEEP, Rogério Cella, contou que um estudo será feito. "Em relação ao aluguel solidário, a empresa não tem essa política, até porque somos regulados por um órgão federal. Precisamos estudar isso, mas em todos os projetos de reintegração que realizamos, não fazemos esse aluguel", explicou.
O coordenador ainda ressaltou que um projeto sustentável será organizado nos terrenos. "Vamos tratando esses pedidos e tentando uma agenda mais positiva no sentido de não só retirar as famílias, mas dar uma destinação mais sustentável para aquela área. Vamos seguir um cronograma e tentar a desocupação voluntária da área, com um pouco mais de prazo", concluiu Cella.
Sobre a situação das famílias que sofreram com a reintegração de maio, o prefeito finalizou dizendo que elas estão sendo acompanhadas pela administração. "Eu entendo que o problema é antigo e existe certa responsabilidade da empresa pela ocupação em sua propriedade. Nós temos acompanhado a situação das famílias através da coordenadoria da Habitação. A preocupação que existe nesse momento é que não haja novas ocupações", concluiu Melo.
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