A Prefeitura de Mogi das Cruzes lançará na próxima semana a licitação para escolher a empresa que vai administrar o Terminal Rodoviário Geraldo Scavone, no Mogilar. O projeto de lei que autoriza o município conceder o espaço para a iniciativa privada pelo período de 20 anos foi aprovado ontem na Câmara.
De acordo com informações da administração municipal, a previsão é que o processo licitatório leve em torno de 90 dias para ser concluído. O vereador Antonio Lino da Silva (PSD) destacou a importância de abrir a licitação para contratar a nova administradora. "É uma rodoviária que faz a integração com vários pontos do estado, que conecta ao aeroporto, ao Terminal Tietê, Bertioga, litoral Norte e Sul, além do Rio de Janeiro e Minas Gerais", destacou.
Silva ressaltou que durante o último ano a manutenção do terminal ficou a cargo da administração municipal gerando gastos aos cofres públicos. "A Prefeitura colocou os guardas municipais e contratou uma empresa terceirizada para cuidar do local, o que tem um alto custo, mas não teve rendimento. Muitas vezes recebi reclamações de que o terminal não tinha cuidado e precisava de um atrativo melhor na área de alimentação", afirmou.
O vereador sugeriu que o modelo de concessão seja adotado também nos terminais de transporte municipal. "Temos o exemplo de Suzano, onde o terminal central é cuidado pela Radial. Isso oferece uma melhor qualidade para os usuários, que têm mais tranquilidade e segurança. Podíamos implantar esse modelo nos terminais Estudantes e Central", disse.
O vereador José Antônio Cuco Pereira (PSDB) solicitou que a Prefeitura insira no edital de licitação a exigência para que a empresa vencedora realize obras de ampliação na atual estrutura do terminal. "Nossa rodoviária é muito acanhada para atender uma cidade que cresceu e está com quase 500 mil habitantes. Ainda não sabemos como Mogi estará daqui a 20 anos. Acredito que estaremos perto de 800 ou 900 mil habitantes. Há necessidade de expandir, isso trará mais conforto às pessoas", acrescentou.
Prevendo a necessidade de uma possível expansão do serviço no futuro, caso a capacidade técnica da rodoviária seja excedida, o projeto estabelece que, existindo a necessidade, a Prefeitura poderá optar pela descentralização do serviço e especialização de terminais menores, que atenderão demandas específicas, o que não trará prejuízo à concessão da rodoviária.
Atualmente, a unidade, inaugurada em 1987, traz para o município uma arrecadação média de taxas em torno de R$ 78,6 mil por mês.