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Os pesquisadores da Universidade de Mogi das Cruzes (UMC) apresentarão à prefeitura uma proposta para aumentar a zona de amortecimento do Parque Natural Municipal Francisco Affonso de Mello. A medida é resultado do livro "Caminhos do Itapeti", que será lançado hoje, às 9 horas, na unidade de conservação. A justificativa apresentada é que ainda existem fragmentos de mata que estão fora da zona. Os pesquisadores garantem que elas são importantes para assegurar a biodiversidade e aumentar a proteção da Serra do Itapety.
O professor Ricardo Sartorello defendeu que a área da zona de amortecimento do parque deve ser expandida para a região norte. "Temos uma faixa de fragmentos de floresta importante e uma área rural, que deveria ser incluída, já que pela legislação, as zonas de amortecimento podem ter até 10 quilômetros de raio da unidade de conservação. Hoje, ela tem uma média de 2 quilômetros e estamos propondo uma extensão de aproximadamente mais 2 quilômetros", ressaltou.
De acordo com Sartorello, todo o material levantado ao longo de dois anos e meio de pesquisa será enviado para a prefeitura com a proposta de expansão da zona de amortecimento. Além de pedir a revisão do atual zoneamento da região. "As práticas rurais sustentáveis são compatíveis, mas desincentivamos o uso urbano. Isso tem que estar refletido no plano diretor da cidade, que está em revisão. Atualmente, o zoneamento dessa área está como macrozona urbana de conservação, mas não é condizente com a vocação dela. Tem que ser no máximo rural", avaliou.
Sartorello destacou que uma das principais preocupações é com o aumento de moradias na serra. "Por meio desta pesquisa, percebemos que a serra precisa de mais proteção em vários sentidos. Existe uma pressão muito grande para ocupar os espaços. Entre 2010 e 2015, notamos um aumento de 77% de aumento de áreas construídas, especialmente em alguns vetores, como em estradas que estão um pouco mais oeste da zona de amortecimento", acrescentou.
Para a pesquisadora Camila Oliveira, os moradores que atuam com agricultura precisam receber assistência técnica para aprimorar os métodos de cultivo e torná-los sustentáveis. "A premissa desse trabalho é de que as pessoas conscientes possam favorecer a conservação. Esperamos que esse livro dê poder aos moradores para que eles corram atrás de participação", informou.
O professor Moacir Wuo destacou que a ocupação na zona de amortecimento ajuda na conservação, desde que seja realizada de maneira sustentável. "É importante que existam pessoas e que tenham algum tipo atividade. A legislação prevê isso, mas, agora, o tipo de atividade é que deve ser adequada para a manutenção da sustentabilidade. As pessoas que moram na área se colocaram como guardiões dessa zona de amortecimento. O que precisa fazer é auxiliar com programas de educação não formal para que elas permaneçam e tenham boas práticas de sustentabilidade", disse.
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