O índice de perda de água no Alto Tietê gira em torno de 33,4%. A Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp), responsável pelo abastecimento das cidades de Arujá, Biritiba Mirim, Ferraz de Vasconcelos, Itaquaquecetuba, Poá, Salesópolis e Suzano, informou que, do total de perdas, 23,7% são em decorrência de vazamentos e outros 9,7% são causados pelas fraudes. Na região, Mogi das Cruzes tem a distribuição de água realizada pelo Serviço Municipal de Águas e Esgotos (Semae), onde o percentual chega a 48,7% de desperdício.
De acordo com a Sabesp, 33,4% da água que é retirada dos rios e reservatórios que formam o Sistema Produtor Alto Tietê (Spat) acabam ficando pelo meio do caminho ou não é paga pelos clientes. Mesmo com a perda de um terço da produção, seja por vazamentos ou fraudes, os famosos "gatos", a autarquia defende que o índice é equiparado a metrópoles do mundo. "As perdas por vazamentos nas tubulações estão em 23,7%, compatível com cidades como Roma, Londres, Chicago e Oslo. Para a comparação com outros países, é necessário considerar apenas as perdas físicas (vazamentos) porque há locais onde não ocorrem furtos ou fraudes. Já as perdas decorrentes de fraudes, "gatos" e erros de medição são de 9,7%. Nesses casos, a água é consumida, mas não é paga", explicou.
A Sabesp alega que o percentual de perdas registrado na região é menor que a média nacional, que é de 38,1% da produção. "A Sabesp atua fortemente para a redução de perdas de água nos municípios em que opera. Entre as ações de destaque para o combate às perdas estão: combate a fraudes em ligações, pesquisa para detecção de vazamentos não visíveis, instalação de redutores de pressão, gestão da pressão, além de melhorias nas infraestruturas, entre outras".
O Semae informou que nos últimos anos, o prejuízo com a perda de água vem caindo. Em 2014, 53,4% de toda a água era desperdiçada, levando em consideração o que não foi pago, o que reflete na arrecadação da autarquia, que gasta com a captação, tratamento e distribuição. Em 2016, esse percentual caiu para 48,8% e no ano passado chegou a 48,7%. "Os índices não significam que mais de 40% da água que o Semae distribui se percam em vazamentos. O termo 'perdas', se refere à diferença entre a água produzida e a consumida. Além dos vazamentos, entram no cálculo as fraudes e hidrômetros antigos que não marcam o consumo corretamente".
Ações
Segundo a autarquia, grandes investimentos estão sendo realizados no setor, como a substituição de hidrômetros antigos. Hoje, 97% dos aparelhos têm entre 0 e 5 anos de idade. O Semae busca detectar vazamentos não visíveis com equipamentos mecânicos e eletrônicos e atua com a Fiscalização do Departamento Comercial "que tem empenhado esforços em identificar ligações clandestinas e outros tipos de fraude, bem como a correta classificação da categoria de consumo dos imóveis (residencial/comercial/industrial) que interferem no faturamento".
A autarquia investiu na setorização do distrito de Braz Cubas, que consiste na subdivisão da rede de água, que facilita a manutenção e reduz as perdas. Os reservatórios também estão sendo reformados e impermeabilizados. Em caso de vazamento, as pessoas podem ligar para o Semae pelo telefone 115.