Desde o dia primeiro deste mês, cerca de 50 pessoas foram acolhidas pelo Centro Pop durante a Operação Inverno, em Mogi das Cruzes. O equipamento da Proteção Social Especial de Média Complexidade, composto por uma equipe de assistentes sociais, psicólogos, agentes sociais e auxiliares de apoio administrativo, é referência no acolhimento de pessoas em situação de rua. Em média, cinco pessoas buscam o local todos os dias, embora trata-se de um público rotativo.
Nos meses de junho, julho e agosto, o espaço amplia o número de vagas, passando de 156 para 176, realizando abordagens nas ruas da cidade até às 21 horas durante todos os dias da semana, oferecendo o acolhimento necessário nesta que é a época mais fria do ano.
Existem grupos de pessoas nessa situação que se recusam a receber os serviços oferecidos pela prefeitura, no entanto, nesses casos, a equipe de agentes sociais oferta um cobertor como medida para minimizar os riscos causados no período das baixas temperaturas. "Há uma rotatividade grande, já que muitos têm dificuldade em se adaptar com os serviços e regras e acabam preferindo voltar para as ruas. Temos os casos prioritários também, como as pessoas idosas, mulheres, pessoas com dificuldade de locomoção e aqueles que não têm possibilidade de retornar para suas casas, por motivos diversos", contou o coordenador do Centro Pop, Osni Damásio da Silva.
Apesar da chegada do inverno, a procura por vagas está dentro da normalidade, segundo a administração municipal. Por dia, em média cinco pessoas são inseridas no centro e, conforme vão surgindo vagas daqueles que deixam os acolhimentos, outras pessoas podem ser encaixadas.
Silva conta que quando as pessoas chegam ao abrigo, é oferecido café da manhã, almoço e banho.
O Centro Pop fica na avenida José Benedito Braga, 496, no Mogilar, e é um serviço ofertado para pessoas adultas com a finalidade de assegurar atendimento e atividades direcionadas para o desenvolvimento de sociabilidades, sendo um acolhimento provisório com estrutura para acolher pessoas do mesmo sexo ou grupo familiar.
Bertioga
Recentemente, um caso envolvendo Bertioga chegou à tona depois do registro de um boletim de ocorrência, em que uma das pessoas relatou que foi trazida à força para Mogi. "O que sabemos, e é estranho, é que não podemos fazer força para a pessoa deixar a cidade, isso é violação do direito", contou Silva. "Recebemos pessoas da zona leste de São Paulo, da capital, do Vale do Paraíba, é comum esse fluxo", concluiu.