O parecer favorável de órgãos ambientais para a liberação das obras de duplicação da rodovia Mogi-Dutra (SP-88) no trecho de Mogi das Cruzes e Arujá podem sair até o final deste mês, segundo expectativa do Departamento de Estradas de Rodagem (DER). A liberação se refere à área para depósito do material a ser retirado durante as intervenções e só após essa etapa o maquinário poderá entrar na pista. A fase atual da obra, como informou o órgão, contempla os trabalhos de topografia, sondagem profunda do solo e elaboração de projetos para a implantação de viadutos e passarelas.
Há um mês, o órgão informou ao Grupo Mogi News de Comunicação que o processo para as obras de modernização estavam aguardando a liberação ambiental da área para terem continuidade. Na ocasião, também foi informado que o Consórcio Construcap/Copasa, responsável pelo empreendimento, estava implantando canteiros na altura do quilômetro 35,2 da via. O investimento da obra é de R$ 121,9 milhões, com o prazo para conclusão em 24 meses.
A obra, prometida pelo governo do Estado há mais de dois anos, foi confirmada pelo ex-governador Geraldo Alckmin (PSDB) em novembro do ano passado e será executada entre os quilômetros 32 e 39,45, no entroncamento com a rodovia Alberto Hinoto (SP-56), próximo à via Dutra (BR-116), totalizando 7,5 quilômetros de extensão.
Mogi-Bertioga
O Ministério Público de São Paulo (MP-SP) está aguardando um parecer do setor técnico do próprio órgão à respeito das respostas envolvendo os deslizamentos recorrentes entre os quilômetros 82 e 89 na rodovia Mogi-Bertioga (SP-98) que aconteceram no início deste ano e deixaram a via interditada por mais de vinte dias. De acordo com o promotor Leandro Lippi Guimarães, só assim será dado uma posição sobre o caso.
Por meio da 5ª Promotoria de Justiça de Mogi, um inquérito civil foi instaurado no mês de abril para investigar a segurança da via. Na ocasião, Guimarães determinou o envio de ofícios ao DER, Corpo de Bombeiros, Fazenda Estadual e Defesa Civil de Mogi, de Bertioga e do Estado, com o prazo para a resposta de 15 dias.
Um dos pontos principais da investigação são os riscos que os usuários da rodovia correm. Na época, mesmo com os deslizamentos recorrentes, havia a liberação das pistas.
Para aprofundar a apuração sobre os deslizamentos, o inquérito foi instaurado. "As respostas foram remetidas ao órgão técnico para dar um parecer e analisar, saber se as medidas são adequadas ou não. Depois disso dou o juízo de valor, se foi certo ou não", ressaltou o promotor de Justiça.