A Campanha Nacional de Vacinação contra a Gripe foi prorrogada até o dia 22 de junho. Uma das razões é a baixa imunização de alguns grupos de risco, como as crianças e as gestantes. Mogi das Cruzes ainda precisa vacinar mais de 30 mil pessoas dos grupos prioritários. Segundo dados da Secretaria de Saúde, das 111.908 pessoas que fazem parte do público-alvo na cidade, 69.644 já foram imunizadas, o que representa 62,23% do total. A meta preconizada pelo Ministério da Saúde é atingir 90% de imunização, ou seja, 100 mil pessoas.
Por enquanto, nenhum grupo atingiu a meta. Os idosos estão com a melhor cobertura: 82,49%. Na sequência estão os professores (76,79%), trabalhadores da saúde (69,78%) e puérperas (63,90%). As crianças estão com os menores índices de coberturas, uma média de 34%, seguidas dos portadores de doenças crônicas (47,38%) e das gestantes (47,84%).
Na semana passada, Mogi recebeu a confirmação do primeiro óbito por H1N1. A vítima era um homem de 57 anos, portador de doença crônica que não havia sido vacinado. Outros quatro casos foram confirmados neste ano, sem novos óbitos até o momento. Entre eles está uma mulher portadora de diabetes, que tomou a vacina um dia antes do início dos sintomas, e três crianças menores de dois anos.
"Infelizmente, estamos com a menor cobertura entre as crianças, que estão entre os grupos mais vulneráveis para a doença. Pais, avós ou responsáveis precisam levar suas crianças à unidade de Saúde e garantir a proteção necessária", alertou o secretário municipal de Saúde, Marcello Cusatis.
Novos grupos
A partir de segunda-feira, a vacinação estará liberada para dois novos grupos: crianças de 5 a 9 anos e 11 meses e adultos de 50 a 59 anos. Os demais grupos devem continuar sendo vacinados normalmente.