A obtenção do registro do agrotóxico no Brasil, hoje, passa pela avaliação de três órgãos do governo federal: Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). As informações, apuradas pela reportagem junto à própria Avisa, apontam que cada um desses órgãos realiza um dos produtos. Por conta da burocracia, os registros demoram de oito a dez anos para saírem.
O engenheiro agrônomo e professor de agronegócio da Faculdade Tecnológica (Fatec) de Mogi das Cruzes, Marcos Machry, conta que a demora do registro pode atrasar os produtores, pois não podem utilizar determinado fertilizante para prevenção de pragas. "Na realidade, gera problemas, pois o produto fica retido. Se tem um problema, tem que usar remédio para resolver, para curar a doença, mas não existe porque não está liberado. Não dá para controlar as pragas porque  não temos produtos mais modernos. O mais antigo é menos eficiente". Machry apontou ainda, que, só em 2016, apenas um produto foi liberado no país. (L.P.)