A aprovação da criação da Área de Proteção Ambiental (APA) da Serra do Itapety, anunciada pela Secretaria de Estado do Meio Ambiente, deve aumentar a proteção na região, segundos os pesquisadores da Universidade de Mogi das Cruzes (UMC). No entanto, eles ressaltam que a efetividade da conservação da unidade depende da ação do conselho gestor, que já começou a ser construído.
O professor Ricardo Sartorello avaliou que os moradores que vivem na área da serra precisam participar do conselho. "A APA vem como mais uma camada de proteção e traz algumas novas ferramentas para ajudar nesse processo, como o conselho gestor. Para que a APA funcione bem, esse grupo precisa ser formado por representantes da sociedade, é fundamental que os moradores façam parte, além de professores, pesquisadores, agricultores, comerciantes. As decisões desse território passaram por eles", explicou.
A professora Maria Santina de Castro Morini, coordenadora do projeto que deu origem ao livro "Caminhos do Itapeti", ressaltou que a publicação poderá nortear as atividades na APA. "Ele servirá de base para que possa ter elementos para aumentar a proteção, pois apesar de ser uma unidade de conservação, a APA é muito permissível. Precisamos restringir cada vez mais o uso da Serra do Itapety para construções. Pelo Sistema Nacional de Unidades de Conservação (SNUC), o parque está enquadrado na categoria de proteção integral", acrescentou.
Segundo os pesquisadores, a indicação dos integrantes do conselho gestor será da Fundação Florestal. Eles avaliaram ainda, que trilhas, atividades de contemplação e visitas monitoradas devem ser algumas das atividades oferecidas. (L.N.)